Alma gemêa: como reconhecer e saber se encontrou a sua?

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É verdadeira a teoria sobre as almas gêmeas?

Existem muitas teorias nesta chamada Nova Era sobre almas gêmeas, e a maioria delas deve ser questionada. A cabala diz que o Zohar ensina que, como vivemos em um Universo de polaridades, quando nossa alma foi criada, foi também criada uma outra alma gêmea correspondente à nossa. Masculino e feminino, ambos soltos neste Planeta, esperando pelo grande encontro, que pode ser em qualquer das encarnações vividas aqui. Diz ainda que, quando foram criadas, foram criadas como macho e fêmea e que são, misticamente, uma só alma. No entanto, quando descem, separam-se, cada uma para um lado, de acordo com sua evolução. Ainda na cabala, diz que o único que poderá uni-las é Deus e ninguém mais, pois ele é o único que sabe quem é o seu verdadeiro par. Anteriormente ao Zohar, Platão ensinou que somos a metade de um Todo Divino e é por isso que estamos sempre à procura de um par ideal. No seu banquete ele escreve: “antigo é o desejo de um pelo outro que é implantado em nós, reunindo a nossa natureza original, fazendo um só de dois, e curando o estado do Homem.”



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O que são almas irmãs?

Existe dentro do Ocultismo, anterior ao conceito de almas gêmeas, o conceito de almas irmãs. As almas irmãs são aquelas que ao se encontrarem sentem uma afinidade imensa, possuem gostos parecidos e, normalmente, se ajudam mutuamente. É como se tivesse encontrado uma a outra para um apoio, e este apoio normalmente se dá por uma confiança quase cega um no outro e vontade de ajudar o outro a ficar bem. Normalmente são de gêneros diferentes, ou seja, um homem e uma mulher, são amigos, muito amigos, mas não possuem desejo sexual.

O que são almas companheiras?

As almas companheiras são almas que se encontram durante seu processo evolutivo e ajudam-se mutuamente durante o crescimento. Apaixonam-se, casam-se, têm filhos, formam família e ajudam-se mutuamente. O amor floresce naturalmente, o que pode fazer com que sejam confundidas com as almas gêmeas. Podem brigar, é claro, pois tudo o que é vivido no palco dos relacionamentos faz parte do aprendizado, do carma, do nosso destino em direção ao aprimoramento da alma. Na verdade, a maioria dos bons relacionamento são criados pelo encontro com uma alma companheira, pois há uma visível preparação através do crescimento para o encontro com o amor verdadeiro.

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O encontro com a alma gêmea depende do processo evolutivo de cada uma?

O encontro com a alma gêmea não será nunca fácil de acontecer, pois depende do caminho que cada uma das partes escolheu e da maneira que ele ou ela se dispôs a crescer, através dos sofrimentos que a vida lhe impôs. É muito difícil de acontecer, pois os dois devem estar pelo menos quase prontos para esse encontro no mesmo instante. Isso é extremamente difícil de acontecer, podendo um deles estar mais preparado para o amor verdadeiro que o outro. Em muitos casos, é possível precisar esperar às vezes por alguns anos até que o outro esteja preparado para o verdadeiro encontro. Nesse caso, mesmo que se tente a desunião ou a separação, o Universo trabalha no sentido da reaproximação. Quando isso acontece o sofrimento não é intenso, é absolutamente suportável, pois existe da parte da alma que já alcançou o ponto máximo da evolução para permitir o encontro, uma certeza inabalável do encontro definitivo.

Quais são os sinais que encontrei minha alma gêmea?

É bastante difícil de descrever os sinais que fazem com que tenhamos a certeza que estamos diante de nossa alma gêmea, pois a maioria de nós não se encontra em um nível de evolução suficientemente alto para detectar ou mesmo encontrar por essa tão esperada experiência. A maioria de nós, com sorte, consegue encontrar nossas almas companheiras, mas a gêmea é mesmo bastante raro. O relacionamento com a alma gêmea é aquele no qual é vivido um amor intenso e verdadeiro, desprovido de posse e de ciúme, pois o nível evolutivo de cada um permite que esse amor flua sem medos ou amarras. O amor incondicional, que é tão divulgado nas teorias que envolvem a Nova Era e tão pouco vivido de fato, é o principal componente confundido com o encontro com uma alma companheira, pelo menos no início da relação.

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Como posso identificar minha alma gêmea?

Não existe uma regra, mas com o passar do tempo e dos anos você conseguirá identificar sua alma gêmea, especialmente pela sua maneira de amar e receber amor. Esse encontro é quase divino e não envolve as sombras humanas, pois, como ele somente acontece quando os dois estão em um nível evolutivo bastante alto, há um companheirismo fora do comum, não há desconfiança e nem excessos. A vida sexual é, na verdade, um encontro de almas e não somente de corpos e a cada ano que passa fica ainda melhor. Não há estresse na relação provenientes de desacordos, pois um respeita exatamente a identidade e temperamento do outro que não necessariamente são iguais, muito pelo contrário, podem ser extremamente diferentes. Mas a aceitação é plena. Os processos de limpeza energética e crescimento, causados pelos trânsitos astrológicos, por exemplo, são vividos com maior tranquilidade e apoio de ambos.

É possível reconhecer sua alma gêmea pela sinastria entre os mapas astrais?

É possível sim, obter uma grande ajuda no processo de reconhecimento de sua alma gêmea pelo mapa do casal e do casamento. No entanto não é possível reconhecer sem a ajuda do tempo, que vai fazer toda diferença nesse processo. Volto a dizer que o tempo nos dará recursos para obter a certeza de que se trata do encontro com a alma gêmea e não com a alma companheira, pois há uma diferença bastante sutil entre uma e outra. Com o tempo a certeza virá, mas volto a dizer que esse encontro é bastante difícil de acontecer quando falamos do atual processo evolutivo da humanidade neste momento e neste Planeta.

As almas gêmeas separam-se?

Como o encontro real, verdadeiro e concreto somente acontece quando os dois chegaram a um nível de evolução bastante parecido, pelo menos em questões que envolvem o relacionamento em si, é quase impossível haver separação entre essas almas. A não ser que ambas tenham feito um acordo antes da encarnação para a ajuda evolutiva de ambas as almas. Nesse caso, há uma certeza das duas almas que a separação é necessária e saberão esperar uma outra oportunidade, ou seja, uma outra vida para o encontro definitivo. Há em ambas as almas a certeza do amor e da união eterna, e total desapego de uma pela outra, por isso o sofrimento quase não existe. Com isso quero dizer que a separação somente se faz necessária quando ela está envolvida no processo evolutivo e aprendizado de ambas.

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Como posso saber pela sinastria se pode tratar-se de um encontro com minha alma gêmea?

Através do encontro harmônico entre o Sol e a Lua de ambos, que é co-significante do casamento das almas, ou seja, do casamento alquímico. O Sol de um deve se harmonizar com a Lua do outro e vice versa. Além do encontro solar e lunar, devemos observar o encontro, que deve ser também harmônico, de Vênus e Marte, que é o encontro de Eros e Psiquê, apontando para as afinidades afetivo-sexuais. A paixão existe, mas não como fator desequilibrante da relação, mas como “pano de fundo” para que todas as outras nuances da relação se estabeleçam. O encontro harmônico entre o Mercúrio de ambos os mapas também deve acontecer, para garantir a boa troca mental e intelectual entre o casal. Júpiter de ambos devem estar bem aspectados entre si e entre os outros planetas de ambos. Se houver pressão ou tensão na sinastria, ela deve estar voltada para os carmas, ou seja, o crescimento espiritual de ambos, que como já disse, estarão no mesmo, ou quase no mesmo nível, pelo menos na capacidade de se relacionar.

Qual caminho devo seguir para encontrar nesta ou em outra vida minha alma gêmea?

É preciso entender verdadeiramente que deve-se primeiramente aprender várias lições antes que esse encontro aconteça. A primeira e mais importante lição é não confundir amor com dependência, pois há grande dificuldade da maioria das pessoas em reconhecer essa diferença. Aprender a querer estar com alguém e não precisar estar com alguém é a primeira e mais difícil lição a ser aprendida. O desapego é outra lição a ser aprendida e mais tantas delas. Amar com o chacra cardíaco e não com o plexo solar é o grande aprendizado neste momento evolutivo do Planeta Terra. Os aprendizados são muitos até o merecimento do estado de plenitude que todos os livros sagrados prometem a partir desse encontro. Portanto, devemos ter paciência, aprender o amor próprio, em seguida o desapego, e perceber que estarmos sós não é tão assustador. A partir disso, as portas podem abrir-se e o encontro estar cada vez mais próximo de todos nós.

 Via: Terra

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