O amor de frente com o medo

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Quando o AMOR surpreende quebrando os paradigmas da opressão, a estratégia desesperada do MEDO passa à uma ameaça menos disfarçada:



-Cuidado você não é alguém competente para caminhar sozinho!

-Vais me deixar aqui? Precisamos um do outro!

-A distância é grande, já é tarde e escuro; você não vai alcançar seu Mestre…


-Você vai se arrepender!

-Ainda há tempo para que eu te receba de volta, “companheiro”…

-Olha, você não sabe o que te espera, egoísta!


Quando você desperta rejeitando todo adorno que te venderam (ou melhor, você comprou) fazendo de você um dos preferidos em troca de estranhas concordâncias, ensinando a você compromissos fundamentais mesmo que somente você os deva praticar, ainda assim você pode concluir que foi importante ter suas fraquezas visceralmente exploradas, com sua inconsciente permissão e que é hora de prestar exame – é hora de você realmente auxiliar: decida a seu favor, assumindo a intransferível condição de decidir sobre o seu próprio destino.

Mas, atenção!

A opção pelo AMOR te colocará frente a frente com o MEDO. 

Desista de negociar com o MEDO, pois o pacto com ele é unilateral, você vai se distrair e … Fuja do julgamento que o MEDO vai te sugerir para te tornar um privilegiado perante teus companheiros de confinamento – em aceitando você será promovido a líder, do MEDO. Você não está sozinho, não precisa se apressar porque não é tarde, o seu Mestre está completamente ao seu alcance – O INTERIOR.

A sentença do MEDO será a mesma para todos:

“Privação da Liberdade”.

O MEDO recruta seu exército usando a linguagem da VERDADE – mas só a linguagem.

Ele é um desastrado na hora de simular o AMOR; na prática não “leva jeito”, “se entrega”…

Controle seu ímpeto na direção do AMOR, respeite o tempo dos ex-companheiros de cativeiro, talvez este seja o segundo maior sacrifício – o primeiro é:

VOCÊ romper com o MEDO.

Você pode a partir de sua atitude, de sua motivação, mostrar que a charrua movimenta-se, que a lavoura é extensa – além Templo, que o Senhor do Perdão – Nosso Mestre não se foi, que está entre nós, recrutando servidores para o AMAR A VERDADE.

Outros ainda reféns do MEDO farão eco de suas próprias doutrinas: hesitarão, enxergarão ex-companheiros somente até a “primeira curva”, depois haverão de lembrá-los desertores, fracos, covardes…

Sem problemas, o AMOR não se revolta, observa, flui.

Você poderá sentir o AMOR dentro do seu coração, a abraçar-te, dizendo:

-Sejas bem vindo!

-Descanse, há terrenos onde não se pode florir nesta hora, avante com as sementes, há tantos outros clamando pela estrada.

O AMOR justifica-se, não cabe em si, surpreende porque não é agressivo – É ENÉRGICO.

Que brilhe a tua luz!

Você não faz amor.

Você é feito de amor.

Por: Marcos Nobre 

Psicoterapeuta Holístico

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