Eu te amo além do apego e do medo da solidão…

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Eu te amo assim como as estrelas do céu, sei que não são minhas, mas dão a luz à minha vida e meus sonhos. Eu gosto de você porque você faz o meu mundo parecer mais honesto ao seu lado, porque você se encaixa em meu canto, porque você desenha caminhos nos mapas dos lugares que eu desejo viajar, e opto por compartilhar com você.



Este é um amor sem apego. São relações onde não existem dependências cegas, e onde cada um dos membros é capaz de respeitar os espaços e o desenvolvimento pessoal do amado, proporcionando um enriquecimento recíproco completo.

“O amor deve trazer alegria e dar-lhe a oportunidade de descobrir a cada dia o melhor de si mesmo. Se te oferece tristeza e sofrimento, e não quer vê-lo, é dependência. Se te enche de inveja, medos excessivos e obsessões, é apego.”

Às vezes, a palavra “vício” levanta discordância. Não podemos negar que amar alguém é desejar estar com ele a cada momento, é preocupar-se, é desejar, é pensar a cada segundo em nesse rosto, nessa voz, nessa essência que faz parte de nós.


O amor tem alguma obsessão normal, especialmente nos estágios iniciais. Agora, nós falamos sobre o vício em seu sentido pleno quando de alguma forma perdemos nossa identidade e nosso equilíbrio interior por essa pessoa.

Não deixamos espaços que permitem o crescimento e a liberdade pessoal da pessoa. Onde a desconfiança e até mesmo a necessidade de controle surgem. Vale a pena analisar isso em detalhes.

  • O apego emocional é um tipo de vício muito destrutivo

    Relacionar o apego emocional com um vício não é exagerar. Pense sobre essas paixões cegas onde precisamos ter a pessoa amada a cada minuto. Nos momentos que não a temos ao nosso lado o mundo entra em colapso, desenvolvemos uma desconfiança e necessidade de controlar nosso parceiro. É um risco.


    “Desejar algo não é ruim ou perigoso. Desejo dá emoção à vida, estabelece metas e prazeres. O risco inicia-se quando o desejo se transforma em necessidade. É aí que aparece o apego e a perda de controle sobre si mesmo em pensar que não podemos viver sem a outra pessoa.”

    É importante ser capaz e saber como viver sem a outra pessoa. Nós não podemos ser navios à deriva quando temos que ficar sem a pessoa por uns, se houver confiança, não há necessidade de desenvolver esses medos desordenados.

    Temos de aprender a viver com nós mesmos e nos sentirmos completos, seguros e felizes para depois estabelecermos um relacionamento saudável sem anexos negativos. Ame, mas não necessite. Compartilhe tudo, mas nunca dê tudo sem esperar pelo menos reconhecimento em troca.

  • As pessoas precisam de um apego positivo na infância para criar um vínculo os pais. Isso fornece segurança e a possibilidade de crescer se sentindo amado e reconhecido.
  • Após esta fase, cabe a nós construirmos a nossa identidade, nossa personalidade e essa integridade onde com nós mesmos seguros com nós mesmos, com o que somos e temos conseguido.
  • Se você sente-se bem, se vê a si mesmo como alguém seguro, feliz e boa auto-estima, será capaz de construir uma relação estável e feliz.
  • Não há necessidade de ninguém preencher o seu vazio, porque você não tem um. Não há necessidade de ninguém aliviar seus medos, porque você não tem. Não há necessidade de ninguém aliviar sua solidão porque ela não existe.
  • Praticar o desapego ou evitar relacionamentos co-dependentes

    De nada vale o amor se o virmos como sofrimento. Se o vermos com essas sombras que nos mascaram com o medo de sermos abandonados, com o medo de sermos traídos ou o fato de dependermos de alguém até o ponto de nos tornarmos marionetes sem identidade.

    “Não se dilua em outra pessoa, não faça nada para alguém que cause a perda de sua alma e bem-estar. Derrote seu vício ao apego, lute contra os relacionamentos co-dependentes.”

    Sabemos que essas idéias são fáceis de ler e compreender. No entanto, isso não significa que, uma relação desse tipo nunca acontecerá. No amor ninguém tem controle, no entanto, cair em uma situação desta natureza é sua responsabilidade, e precisa saber como reagir quando você se confrontar com essa situação.

    É hora de implementar o desapego emocional para andar mais livre, mais seguro. Ser mais inteligente e capaz de amar com integridade e sem medo.

  • Se permitirmos o crescimento pessoal de um ente querido, vamos ajudá-lo a ser uma pessoa mais rica e diferenciada internamente, o que por sua vez irá enriquecer a relação.
  • Devemos entender que a prática do desapego prática não é romper vínculos. Pelo contrário, é respeitar e exaltar a confiança cúmplice.
  • O desapego não significa que você não tem o direito de amar, desejar ou sonhar com uma pessoa com toda a sua alma e coração. Significa simplesmente que “nada vai possuí-lo.” O que te possui te veta, e vetos não permitem que você seja você mesmo.
  • Ser livre por dentro não está em desacordo com a criação de um amor. É deixar espaços para a paixão te nutrir, sem necessidade de medos, oferecendo o melhor de si para a outra pessoa.

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Fonte: La Mente es Maravilhosa – Traduzido pela Equipe de O SEGREDO

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* Matéria atualizada em 07/12/2015 às 18:24






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