Felicidade é reencontrarmos em nós a capacidade para amar

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Um trecho do Evangelho diz: “Procurai em primeiro lugar, o Reino e o resto vos será dado por acréscimo.”



A felicidade é justamente o que nos é dado por acréscimo! Razão pela qual se a procurarmos em primeiro lugar, nunca chegaremos a encontrá-la…

A etimologia da palavra felicidade é muito significativa. Como já indiquei com precisão, é a “boa hora”; trata-se de estarmos na hora certa, de estarmos presentes onde estamos!

A infelicidade é justamente não estarmos presentes onde estamos!


Há duas maneiras de viver o tempo: o presente e o ausente.

A felicidade é reencontrarmos em nós a capacidade para amar, porque tudo o que fazemos sem amor é tempo perdido, é feito em má hora, é uma infelicidade. Enquanto tudo o que fazemos com amor é a eternidade reencontrada, a boa hora reencontrada; desse modo, a felicidade nos é dada por acréscimo.

A humildade é a própria condição para ser aquilo que se é: para ser humano. Essa é a verdade da nossa humanidade.


De fato, o que temos de aprender continuamente é a ser homens, ou seja, feitos de argila. Mas uma argila aberta ao céu! E isso com mansidão e humildade.

A primavera é o período em que floresce a humildade, em que o homem se torna verdejante. Mestre Eckart dizia: “O homem humilde se torna verdejante.” Esse é o homem que está aberto ao que o Céu lhe oferece.

Ser humilde é aceitar-se como argila e, também, como luz. “Tu és pó e ao pó voltarás”; mas tu és luz e voltarás à Luz!

De fato, ser humilde é aceitar suas próprias qualidades e defeitos; ser humilde é aceitar aquilo que se é.

 

Jean-Yves Leloup

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