Amor

Marido perde esposa para o câncer e decide viajar com suas cinzas pelo mundo. “Seu espírito me guia”

Homem decidiu que levaria sua alma gêmea para todo lugar que fosse visitar.



Nunca estamos devidamente preparados para uma perda. São momentos difíceis e o misto de sensações deixam o coração extremamente sensível e machucado. Perder alguém que se ama verdadeiramente é a pior das dores.

Existem mil maneiras de as pessoas superarem. Umas não tocam mais no assunto, outras não conseguem olhar fotos e vídeos, e existem aquelas que se unem a algo da pessoa ou um simbolismo.

Nesse caso, Edward Hunnicutt tenta superar a perda da esposa viajando com suas cinzas. Quer mostrar que ela o acompanha a todo lugar que visita. Decidiu viajar assim, já que era um costume dos dois.


A perda de Elizabeth foi um choque para Edward. Ele conta ao Love What Matters que assim que a viu pela primeira vez, sabia que era sua alma gêmea. Seu coração disparava todas as vezes que a encontrava. O início da relação foi autêntico, lento e divertido.

Quanto mais se conheciam, mais queriam estar juntos. Queriam construir uma vida na qual fossem muito felizes. Mas, no início de 2016, tudo mudou para o jovem casal. Enquanto economizavam para se casar, Elisabeth começou a se queixar de dores no estômago e marcou uma consulta para fazer um exame.

Foi encontrado um tumor em seu abdômen. Depois de algumas semanas, o resultado da biópsia confirmou o que ela tanto temia. Era câncer. A cirurgia foi marcada para a semana, a fim de remover os tumores.

Direitos autorais: arquivo pessoal.


Direitos autorais: arquivo pessoal.

Seis horas depois da operação, os médicos chamaram a família para dizer que o câncer tinha se espalhado entre a cavidade abdominal. Mesmo com os tumores removidos, ela não sobreviveria. O câncer estava no estágio 4.

Edward percebeu que não tinha mais o que fazer a não ser ajudá-la a passar pela doença. E prometeu que faria qualquer coisa por ela, sempre ao seu lado. Na primeira semana depois do diagnóstico, levaram a vida o mais normal possível. Caminhavam, iam a passeios e elaboravam a rotina para que ela ficasse o mais confortável que pudesse.

Mas, com o passar dos meses, foi ficando mais fraca, os tratamentos estavam afetando seu corpo. Antes completava a caminhada, agora já não o conseguia mais. Edward sentiu que ali era o início do fim. Ainda não havia se casado, pois a notícia pegou todos de surpresa. Antes de voltarem para casa, decidiram se casar no quintal.


Foi simples, mas emocionante a cerimônia. Edward preparou a decoração, contratou florista, fotógrafos, decoradores de bolo, e transformaram um casal em marido e mulher. Ele conta que foi o melhor dia da sua vida.

Direitos autorais: arquivo pessoal.

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Semanas depois, os órgãos de Elisabeth estavam comprometidos por causa do crescimento do câncer. A equipe médica disse que não havia mais o que fazer. Edward tentou se preparar para a perda da esposa. Ela foi ficando cada vez mais fraca, magra e esgotada. Os passeios agora eram feitos com cadeira de rodas. Ele construiu uma caixa de madeira para ajudá-la a entrar no carro com mais facilidade.


Ela tinha medo de dormir, então ele ficava acordado até desmaiarem de exaustão. Diante do esgotamento, Elisabeth fez Edward prometer que ficaria bem depois que ela partisse. Mesmo que a vida não fosse a mesma, ele tentaria, para honrá-la.

Foi o suficiente para que sua esposa pudesse descansar, enquanto Edward segurava sua mão. E assim ela deu seu último suspiro. Mesmo com o desespero e dor de perder alguém tão querido, ele sentiu uma paz muito grande por saber que seu sofrimento, enfim, tinha terminado.

Dois meses e meio depois do seu falecimento, o marido saiu para uma jornada de uma vida. Foi do extremo do país ao outro com suas cinzas do lado. Seu espírito estava lá, guiando e confortando-o. Foi a maneira que ele viu de superar.

Direitos autorais: arquivo pessoal.


Encontrou na estrada a contemplação tranquila e filosófica para pensar sobre a vida. Alegria e tristeza de viver a comédia e a tragédia. Mistérios e maravilhas. Edward conclui dizendo que a dor nunca vai embora, ela vai e volta, nunca o deixa. Mas ele entende isso, porque de fato encontrou sua alma gêmea. E mesmo ela muito longe, ele jamais se separaria dela, pois o amor dos dois transcende o espaço e o tempo, continuando e se fortalecendo.

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