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Mulher indígena vira artesã e cria bonecas para vencer preconceito. Exemplo de superação!

A artesã contou que as bonecas que produz são exemplos de identidade, força e garra dos povos indígenas!



Mulheres têm um poder absoluto dentro de si. Com as adversidades, elas aprendem e transformam a própria realidade. O exemplo de superação que a indígena Luakam Anambé nos dá é incrível. Temos muito a aprender com ela!

A artesã de 52 anos viu uma boneca pela primeira vez aos 8 anos, e se apaixonou pelo brinquedo. Aos 7 anos, ela saiu de sua aldeia para morar com uma família de fazendeiros, pois sua mãe não tinha condições de cuidar dos 11 filhos. Infelizmente essa é uma realidade muito comum em nosso país.

Luakam conversou com o site UOL e contou sua trajetória sofrida de vida. Sua infância foi roubada. Sofreu muitos abusos, não podia brincar e, mesmo sendo uma criança, trabalhava como empregada doméstica. Aos 14 anos, teve um casamento arranjado com um homem de 38.

Ela conta que foi uma tortura muito grande, que foi violentada diversas vezes. Separou-se aos 19 anos e levou os dois filhos para Belém (PA), à procura de oportunidades de uma vida melhor.

Na capital paraense, continuou trabalhando como empregada e, ao ver televisão pela primeira vez, no programa de um estilista, apaixonou-se pela profissão de costureira.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@luakam_anambe

Para sustentar os filhos, fazia pães e bolos, mas a renda mal dava para comer. Ela queria se especializar na área de costura, mas não tinha verba para comprar os equipamentos necessários. Ela comprava tecido e costurava à mão a roupa dos filhos.

Luakam conta que conseguiu emprestada uma máquina de costura e aprendeu sozinha a operá-la. Depois foi trabalhar num pequeno ateliê e conseguiu comprar duas máquinas usadas para produzir as encomendas. O início de seu sonho começava ali!


Decidiu ir para o Rio de Janeiro, onde conseguiria trabalhar em uma grande confecção. Inicialmente ficaria hospedada na casa de uma amiga de infância, mas ao chegar, conheceu o preconceito. A pessoa em questão disse que ela teria de ir à igreja e dormir sob lona, do lado de fora de sua casa.

Relatou que foi um período muito difícil, pois as pessoas não aceitavam as suas características indígenas. Apesar da discriminação, ela contou que conseguiu um teste para trabalhar em uma confecção de biquínis. Seu talento fez com que despontasse, e começou a trabalhar para marcas grandes.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@luakam_anambe

Criou sua própria marca, a Artes Papaxibé, de roupas e bolsas com tendências indígenas. Mas ainda faltava algo. Aquele sonho da boneca não havia ficado somente no passado. Foi então que ela colocou na cabeça que faria a boneca que sempre quis, mas que lhe foi negada pela patroa. Naquele dia, aos 8 anos, Luakam prometeu a si mesma que um dia faria uma boneca. A confecção iniciou-se 40 anos depois que viu o brinquedo pela primeira vez, e o sucesso foi avassalador.

Mesmo em tempos de pandemia, as encomendas aumentaram e o trabalho cresceu tanto, que ela teve de contratar mais cinco costureiras para ajudar na produção. Todas são indígenas e vieram da mesma região que Luakam. À confecção de bonecas, ela deu o nome de Anaty, que significa menina, em tupi-guarani. Também é o nome de sua neta.

A artesã relata que as bonecas são um grito de força contra o preconceito. É uma superação, oportunidade de inclusão, pois seu povo é dono da terra e nunca foi representado da maneira correta.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@luakam_anambe

Finalizou dizendo que tem muito orgulho de ser indígena e ter chegado ao posto de empresária. Que seu exemplo perdure por muitos anos, pois com toda certeza é uma mulher inspiradora!

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