O amor, o perdão e a verdade…

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É notório que a mentira é uma fraqueza humana, consagrada num gesto de fuga, de medo, de ausência de coragem para assumir um desejo e uma vontade. É notório que em seu estágio de consciência, acreditando que está a fazer o seu melhor para poupar o outro da dor, alguns seres pela mentira optam para arrefecer o calor de uma possível discussão ou para impedir uma prevista desunião. E assim, os relacionamentos humanos vão sendo construídos sob alicerces frágeis, com preenchimento todo poroso, e com facilidade de erosão, porque uma mentira proferida é capaz de virar dor de decepção a qualquer momento e fazer tudo desabar…



E o amor, grandeza imensurável, sentimento nobre e real, é sustentado pela base da confiança, e quanto mais confiança se tem, mais forte ele se transforma, porque é um permitir de sentir e viver um amor sem nenhum tipo de medo, sem medo de uma nova dor, por uma nova mentira, por uma nova fraqueza não assumida, por um novo comportamento tão distante do que se espera de um comportamento alimento para um relacionamento saudável… E quando uma vez transgredida, a confiança deixa a alma ferida, lutando em busca da recuperação. E o “Ser” que ferido foi, que teve a dor da desilusão, passa dia após dia a viver a busca pela recuperação da dor que ficou no coração, buscando sem cessar, novamente acreditar que a confiança embora frágil, novamente irá crescer para poder se transformar no alicerce necessário para paz proporcionar ao relacionamento que por algum motivo pediu para ficar, não desmoronar com a dor dos acontecimentos.

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E a vida é isso, dia após dia precisamos arrancar de dentro do peito o amor com a força do perdão, e novamente tentar confiar para não deixarmos no passado o que gostaríamos que fosse presente com extensão ao futuro. É uma nova aposta, aposta se de novo, crente de que o “Universo” vai inspirar a ter melhores comportamentos, através da presença de sinais, quem pela fraqueza optou ao invés da linda e forte expressão da verdade.


E por falar em verdade, somente quem a vive em sua essência, que dia após dia vive o poder da transparência consegue sentir o que é a verdadeira paz de consciência. Quem vive a verdade tem o poder de viver sem medo de controvérsias, de viver sem medo de descoberto ser, o viver sem medo de perder algo que se a verdade revelada fosse, teria força de fazer em passado se transformar, com dor e possível arrependimento…

Quem vive a verdade repete uma história mil vezes se preciso for, acrescenta novos detalhes que outrora talvez tenha esquecido, mas a base sempre será a mesma, porque em verdade não há controvérsias, não há desvios, há sempre a mesma base, fundamentada em fatos, não em falsas realidades alimentadas pela necessidade de algo obter geralmente para fim próprio, que nada mais é do que uma busca de proteção a uma ação de fraqueza ou de falta de lealdade.

Perdoar por amor é um gesto nobre, e às vezes, quando isso acontece o “Ser” que digno do perdão foi, opta pelo silêncio, como se tivesse acreditado no silêncio do outro quanto a verdade escondida por medo ou fraqueza, mas assim faz em busca da paz. Com a esperança de que o medo que a iminência da verdade gerou será capaz de transformar e inspirar o próximo para que viva novos paradigmas, para que viva novas ações, para que viva de forma diferente diante das imposições e situações da vida. E como tudo no caminho da existência, é uma aposta que pode ser consciente ou inconsciente, e só o tempo vai dizer, se a aposta teve valia, se o “Ser” que novamente confiança se depositou, está por fazer o melhor com a segunda chance que por força do amor na vida depositamos.


E só perdoa quem amor tem, uma mãe sempre perdoará um filho, mesmo que rasgada pela dor da decepção; um pai quando amor tem mesmo que demore um pouco mais pela dor pelo perdão irá optar em busca da paz; um irmão quando ama se não opta pelo perdão fica com a paz transgredida pelos caminhos que passa; os amigos que se amam acabam por perdoar a fraqueza do outro e tentam novamente confiar porque na balança está a importância da amizade e do bem que ela faz em primeiro lugar; e no amor entre casal, tudo passa a ser ponderado, e por vezes, por mais que custe o perdão acaba por ser uma opção em busca de uma nova chance, para não deixar o fim acontecer de algo que gostaria de se viver mais momentos, com a força do sentimento.

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Felizes são aqueles que encontram pessoas pelo caminho capazes de perdoar, e de uma nova chance criar para que aprendam pela força do amor a ter novos comportamentos, não com a força da dor de perder alguém ou algo em consequência de suas ações de fraqueza…

Felizes daqueles que sabem pegar as novas chances da vida e a transformar em cristais de confiança, lapidados com a lealdade, capazes de trazer o brilho da verdadeira felicidade.  Felizes são aqueles que são nobres de coração, que reconhecem o seu erro e o mal que ele causou e que optam por terem comportamentos diferentes para a construção de uma vida igualmente diferente, em cima de alicerces seguros, não de alicerces arenosos.

Felizes daqueles que sabem que o verdadeiro brilho da vida é uma consequência das ações que depositamos, que a vida é um reflexo de nossas próprias ações e consequência de nossas condutas cotidianas, e que embora, tudo isso seja maravilhoso, aumenta a nossa responsabilidade, a de escolhermos muito bem quais sementes vamos plantar no solo da existência, para podermos colher o aprendizado para a nossa evolução com as plantas da paz…

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