Os opostos se atraem, mas só na física

6min. de leitura

Sabe aquela conversa de que os opostos se atraem? Você acredita nisso? Ela faz muito sentido quando se trata de imas de geladeira, mas quando se trata de pessoas, vamos entender porque ela não se aplica.



Em uma terra muito distante, há muitos e muitos anos, existia um pequeno vilarejo e em uma das casas, vivia um rapaz trabalhador que cortava lenha e ajudava o pai a cuidar da plantação de feijão que usava em troca de outros alimentos em torno da vila. Em outra casa, uma jovem moça que ajudava a mãe nos afazeres de casa e levava os legumes que o pai plantava, para outras casas em troca de alimentos.  Numa tarde de outono, como normal, esse rapaz e a moça se encontraram para trocar os alimentos. A moça era muito tímida, mal olhava nos olhos das pessoas quando falava, enquanto ele muito extrovertido, conversava com todo mundo e estava sempre com um grande sorriso estampado no rosto. Mas passando as estações, eles foram se aproximando cada vez mais até que viraram namorados e se casaram. O povo sempre comentava que os dois eram muito diferentes e que realmente os opostos que se atraem.

Eles eram muito diferentes? Aí é que está! O comportamento que os outros viam os fazia parecer muito diferentes. Como um rapaz que todo cheio de vida que falava com todos e estava sempre falando poderia ter se interessado por uma moça tão quieta que quase não falava com ninguém. Conhece uma história assim? Isso acontece porque as pessoas veem só o comportamento das outras e colocam como se aquilo fosse a personalidade das pessoas.

Mas existe muita coisa por trás do comportamento do outro que é o que a gente não vê. Antes de agirmos de determinada forma, nós acreditamos em coisas que nos dão permissão para agir ou não para agir dessa forma. Quantas pessoas você conhece que são muito tímidas em determinados lugares e em outros, totalmente extrovertidas? Esse e qualquer outro comportamento vêm depois de pensamentos e análises sobre o lugar, as pessoas e o que a gente acredita sobre essas coisas.


Aquele casal se interessou porque foi se conhecendo e descobrindo que por trás daquele menino extrovertido e daquela menina tímida tinha muita coisa em comum. E assim acontece com outras pessoas, sejam casais ou não. Quer ver?

Pense numa pessoa qualquer que faça parte da sua vida agora. Se pergunte o que vocês têm em comum, interesses, histórias, filosofia de vida, crenças, valores…

Agora pense em alguém que já fez parte da sua vida e agora não faz mais. O que afastou vocês? Alguma atitude que seja diferente do que você acredita ser o certo? Os interesses mudaram? Vocês pensam muito diferente agora? Não tem mais assunto?


Naturalmente quando a gente conhece alguém, é instintivo que procure alguma coisa em comum. Quando conhecemos amigos de amigos, o primeiro assunto geralmente é o amigo, porque no primeiro momento, essa é a única coisa que temos em comum com a outra pessoa. E mesmo que por fora alguém pareça ser muito diferente, se a gente explorar e tentar se conhecer, pode achar muito mais em comum do que pessoas que por fora são muito parecidos com a gente.

MITO QUEBRADO! Os opostos se distraem, não se atraem. Então se você está em algum relacionamento que esteja precisando de uma renovada ou queira se aproximar mais de alguém por necessidade ou por vontade (sogra(o), pretendente, parceiro de trabalho que precisa conviver todos os dias, parente que se afastou), aproveitamos para dizer uma coisinha que pode funcionar: Procure coisas em comum, quanto mais coisas, mais próximo você vai estar da outra pessoa. Converse com a pessoa e pergunte do que ela gosta e do que não gosta (as vezes uma aversão à alguma coisa pode ser algo em comum), qual seu objetivo de vida, quais hobbies ela tem. Conheça a pessoa.

Se não tiver nada em comum, você tem duas opções, se afastar OU criar coisas em comum. Se você optar pela segunda opção pense em algo que as duas pessoas poderiam fazer juntas e nunca fizeram como andar de patins, começar uma dieta que um pode incentivar o outro, viajar para algum lugar, use sua criatividade.

No fundo no fundo, somos todos muito parecidos. Eu pareço com você, que parece com alguém que mora do outro lado do mundo, só nos falta conhecer. Isso pode parecer chocante, mas não existem opostos, existe falta de semelhança aparente. Isso pode ser bom ou ruim dependendo do ponto de vista porque tem pessoas que é melhor dizer que não tem nada a ver e manter distante. Verdade! Mas nos casos em que queremos deixar de ser opostos, precisamos estar dispostos, mudando o dito popular para “os dispostos se atraem e os opostos se distraem” porque nos dá chance de mudar nossos relacionamentos e ter mais controle da nossa vida. E você? Está disposto hoje?

Escrito por Gabi Marques via EspalheoAmor

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.