Por que é que gostamos de quem é parecido conosco?

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A ciência defende que, no geral, temos mais tendência a nos relacionarmos com pessoas que são idênticas a nós a vários níveis: educação, raça, valores, rendimento e também aparência.



De acordo com o psicólogo Jeremy Nicholson, estas parecenças ajudam a criar uma sensação de familiaridade e confiança entre as duas pessoas, aumentando assim a probabilidade da relação funcionar. Ainda, o psicólogo destaca que é normal que procuremos pessoas com traços que nos fazem lembrar os nossos pais.

Já a psicoterapeuta Karen Ruskin acrescenta que o amor próprio é um conceito importante na análise deste fenómeno: «Se gostarmos de nós, parece mais fácil gostar de alguém que se assemelha connosco . Se não temos amor próprio, podemos precisar de encontrar uma pessoa diferente», explica em declarações ao site StyleCaster.

A provar esta teoria estão os resultados de uma experiência, publicados no estudo “Personality and Social Psychology Bulletin” (O Boletim da Psicologia Social e de Personalidade). Aqui, foi pedido a um grupo de pessoas para analisar fotos de duas pessoas diferentes e indicar qual achavam mais atraente. Na verdade, a larga maioria acabou por escolher a foto que era uma montagem da junção do seu próprio rosto com outra pessoas, mostrando que se sentem atraídos pelas suas características físicas.


No entanto, é interessante perceber que a maior parte das pessoas não se apercebe que a semelhança física é um fator considerado quando escolhem um parceiro. Ruskin acrescenta que esta escolha pode também ter a ver com o facto de, no fundo, todos desejarmos ter filhos que se assemelham o mais possível a nós.

Ainda assim, a especialista deixa espaço para outras teorias como a que defende que é mais provável que procuremos o nosso oposto num parceiro: “Da mesma forma que as parecenças criam conforto, as diferenças também podem fazê-lo, desde que a pessoa encontro o seu yin e yang”. Ou seja, o parceiro ideal será aquele que oferece um equilíbrio entre similaridade e complementaridade.

Num ponto, todos os especialista parecem estar de acordo: o mais importante é encontrar alguém que partilhe dos mesmo valores fundamentais e que seja emocionalmente, intelectualmente, fisicamente e espiritualmente atraente.


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Por Joana de Sousa Costa

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