Sou feita do que a vida trouxe e também levou, do que o coração relevou e também perdoou



Assim como eu amo, eu também me afasto. Assim como eu não quero, eu também aceito, se vier com verdade.

Ninguém está livre de um dia ruim, de notícias impactantes e situações que não se explicam.  Eu sei que é o acaso trabalhando, o universo conspirando e a vontade de Deus agindo.

Não gosto de importunar ninguém. Não tive uma vida fácil, nem tranquila e nem serena.

Mas tive competência para aprender a me libertar de tantos monstros que se ocupavam do meu coração dentro de uma época em que muita coisa aconteceu sequencialmente.

Eu não sou um bicho de sete cabeças, não sou alguém que plaina fora do ar, fora do próprio tempo, fora da realidade que se mostra frente a frente.

Eu entendo bem as consequências das atitudes, mas não me condeno por ter tido a sorte de certas libertações, dentro das frustrações emocionais que vivi.

Não posso culpar todas as pessoas que atravessaram meu caminho, porque muitas delas chegaram na hora que foi preciso e me trouxeram grandes ensinamentos, dentro de uma aura de amor, outras dentro da aura de dor.

Aprendi a me enxergar mais e ao mesmo tempo parei de complicar o meu caminho, o meu coração que muito se abalou, mas que sobreviveu a tantos ataques do tempo.

Procurei guarida em Deus, procurei viver por mim e pelos que transitam ao meu redor, pois são as escolhas da alma, são os relatos de uma vida onde percorri sustentei e cheguei aonde foi preciso.

Não gosto de ser perseguida por coisas que não fiz, nem de ser a crueldade em pessoa por coisas que também não desejei a ninguém.

Eu aprendi a escancarar os sentimentos de forma única, íntegra e honesta, mas também aprendi a recolher cada pedaço meu ao longo desse trajeto cheio de solavancos e questionamentos, sem tomar posse, sem impedir que pessoas seguissem seu destino.

Assim como eu amo, eu também me afasto, assim como eu não quero eu também aceito se vier com verdade. Mas não atormento, não instigo e não provoco nada de ruim.

A lei da sobrevivência está em aceitar as alterações do tempo, suas inconstâncias e tudo que for para aprendizado interior.



Ninguém está livre de um dia ruim, de notícias impactantes e situações que não se explicam.  Eu sei que é o acaso trabalhando, o universo conspirando e a vontade de Deus agindo.

Esse tempo, que eu sei que reside aqui, é para que eu possa conduzir com respeito a minha própria vida, sem me aprisionar e sem que eu crie dependência emocional de ninguém, por mais que eu deseje, por mais que aqui dentro eu ainda busque aquilo que sinto que falta.

Sou feita do que a vida trouxe e também levou, do que o coração relevou e também perdoou.

Só não me obriguem a nada, não me digam o que preciso fazer. Chega um tempo em que brincar de casinha já não é tão engraçado, que viver de amor unilateral é incômodo e que juntar as coisas e mudar de paisagem, é como respirar outro ar mais limpo.

Minha consciência trabalha assim, meus encontros com o eu vão além do que dizem ou pensam a meu respeito.

Porque eu respeito a vida de cada um e o que fazem de si mesmos (as). Só não venham comprimir meu ar.

Preciso de espaço, de silêncio, de jeito.A cada um, suas obras. A solução está dentro do que muitas vezes complicamos e não cedemos.

Dentro de cada um há muito mais a se descobrir.

É por isso que vivo de menos lamento.

Por todo mal que fiz, peço perdão. A todo amor que recebi minha eterna gratidão.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / prostooleh






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