A vida é uma experiência misteriosa e paradoxal, por isso, exige de nós uma compreensão que foge aos paradigmas usuais da mente que nos foram ensinados.



Aprendemos a pensar de modo linear, aquilo que enxergamos como ruim nos parece sempre ter sido trazido a nós como um castigo, uma punição por algum erro cometido nesta vida ou em outra.

Mas, o que conhecemos por erro é simplesmente uma manifestação da inconsciência. E, portanto, de nada adianta cultivar culpa ou arrependimento, visto que nenhum destes sentimentos apagará o que já ocorreu.

A saída, então, é aprender a desprender-se do passado, e olhar para os acontecimentos de uma forma totalmente nova, percebendo mesmo naqueles que nos pareçam desafiadores, uma oportunidade valiosa de aprendizado e crescimento.


O sofrimento é, por incrível que pareça, um grande mestre, muito mais do que as facilidades e confortos. Pois é através dele que somos testados e levados a superar nossos próprios limites.

Embora doloroso, este processo também é extremamente útil para que possamos descobrir o poder que reside em nós, ou seja, a capacidade de superar obstáculos que nos pareciam intransponíveis.

Quem já atravessou tempestades, sabe exatamente do que se trata. E tem a total compreensão de que estas não são palavras vazias. Então, a solução é entender, finalmente, que tudo, absolutamente tudo que a vida nos traz, é para o bem, para nosso crescimento e superação.

Relaxar nesta compreensão nos liberta da angústia e do sentimento de vítimas do destino. Ao contrário, torna-nos dispostos a receber as provas de coração aberto, certos de que sairemos vencedores no final.


“Lembre-se disso profundamente, será de grande ajuda para você… com todo o sofrimento, você está criando a possibilidade de algum êxtase. E o êxtase seguirá logo depois. Mas se você está envolvido demais com o sofrimento, você pode perder-se.
…Após cada sofrimento, o êxtase vem à sua porta e bate, mas você o perde, porque o passado é tão pesado… Ele continua na memória, ele obscurece a mente, e você perde aquele momento atômico.
…Nada há de errado; tudo é bom e para o bem. Isto é o que eu chamo de uma atitude religiosa. Você pode não acreditar em Deus – que não faz diferença. Buda nunca acreditou, Mahavira nunca acreditou… mas eles são religiosos. Não há necessidade de acreditar em vida após a morte, não há necessidade… e você pode ser religioso. Não há necessidade até mesmo de acreditar em uma alma… e você pode ser religioso.
Então, o que é a religião? A religião significa esta confiança: tudo é para o bem. Essa confiança de que tudo é para o bem é uma mente religiosa, é a religiosidade.


E se você confiar que tudo é para o bem, você vai perceber o divino. O divino pode ser realizado através de uma tal confiança. Mesmo a tempestade é o silêncio, e o mal é para o bem, e existe a morte pelo bem de vida, e o sofrimento e a agonia são apenas situações em que o êxtase pode acontecer.
Olhe a vida dessa forma e não estará longe o momento em que o sofrimento vai desaparecer completamente, quando a dor vai desaparecer completamente, quando a morte desaparecerá completamente… para você.
Porque aquele que pensa e sabe que agonia é para o êxtase não pode ser agonizante. Aquele que sabe e sente e percebe que o sofrimento é para a felicidade não pode sofrer.
É impossível. Agora, ele está usando o próprio sofrimento para ser mais feliz, e ele está usando o próprio sofrimento como um passo para o êxtase. Ele terá ido além das garras do mundo. Ele foi além… Ele deu um salto para fora da roda de samsara”.


Osho – The New Alchemy.

Por Elisabeth Cavalcante

Um grande amor tem de acontecer primeiro dentro de você!

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