Aceitando as dificuldades

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Aceitar os problemas e dificuldades da vida, de coração aberto, é um desafio dos mais importantes no processo de autoconhecimento. Isto porque o ego vive permanentemente focado na busca do conforto e da segurança.



Mas a realidade da existência nos revela, o tempo todo, que desejar apenas facilidades, não leva ninguém ao crescimento da consciência. Isto porque ele só vem através de circunstâncias que nos mobilizem fortemente do ponto de vista interior.

Isto não significa que vamos masoquistamente desejar o sofrimento, pois é claro que é muito confortável ter todos os nossos desejos e necessidades satisfeitos.

Porém, quando os momentos difíceis chegarem, e eles chegam para todos indistintamente, pois são parte indissociável da nossa experiência como espíritos encarnados, aqueles que tiverem desenvolvido algum grau de consciência, certamente terão mais ferramentas para superá-los.


De nada adianta reclamar ou sentir-se uma vitima injustiçada do destino. É nestas ocasiões que precisamos encontrar dentro de nós o poder de transcender a dor.

E isto só se torna possível se aceitarmos aquela condição como algo momentâneo, que certamente conseguiremos transcender. Quanto mais cedo nos conectarmos com a energia da aceitação, com a convicção absoluta de que a existência nos põe à prova com o intuito de nos fazer crescer, mais rapidamente sairemos da escuridão do sofrimento.

 


“Picos e vales
A evolução da consciência passa através de muitos altos e baixos. Muitas vezes, ela descerá apenas para subir mais alto que antes. Ela passa através de vales para alcançar picos, e cada pico é apenas o início de uma nova peregrinação, porque um pico ainda mais alto está adiante. Mas para alcançar o pico mais elevado, você terá que descer novamente. Uma vez que você tenha entendido que isso é natural, todo o sofrimento, todas as nuvens simplesmente se dispersarão.

Assim, a primeira coisa a ser lembrada é: nunca fique preocupado quando chegam os dias de descer; mantenha sempre seus olhos nas estrelas mais distantes.

Os vales fazem parte das montanhas. Não se pode acabar com os vales e deixar apenas as montanhas. Uma vez que você entenda isso profundamente, você irá passar através dos vales dançando e cantando, sabendo perfeitamente bem que há um pico mais alto à sua espera.

E não há fim para essa peregrinação. Assim como cada dia é seguido por uma noite, cada elevação é seguida por uma descida. A pessoa deve aprender a exultar-se não apenas durante o dia, mas durante a noite também – ela tem a sua própria beleza.

Os picos têm sua glória, os vales têm sua riqueza. Mas se você habitua-se apenas aos picos, você começa a escolher, e uma consciência que começa a escolher cria um problema. Permaneça sem escolha e, não importa o que aconteça, aceite isso como parte natural do crescimento.

A noite pode tornar-se até mesmo mais escura, mas quanto mais escura a noite, mais perto está a alvorada. Sendo assim, exulte-se na noite escura e aprenda a ver a beleza da escuridão, das estrelas, porque durante o dia você não encontrará as estrelas. E nunca compare o que foi, o que deveria ser, ou o que é. O que existe deve ser celebrado”.
Osho, The New Dawn.

Por Elisabeth Cavalcante

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