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É preciso travar a mais dura das batalhas, enfrentar a si mesmo…

Aqueles dias que o carrinho da montanha russa encontra-se lá embaixo ou então no ápice do “looping”, quando tudo parece fora do lugar, quando além da mesa e das gavetas, a verdadeira morada de cada um, vulgo consciência, está uma bagunça!



É quando para, sem euforia, sem audácia, sem máscara, já sem coragem e é preciso travar a mais dura das batalhas, enfrentar a si mesmo; quando o vazio toma conta e vem aquela sensação ruim; mas como diria Vinícius: “pra fazer um samba com beleza. É preciso um bocado de tristeza…”. Então…permita-se um pouco de tristeza também. 

É quando o ego acalma, o caráter é questionado por você mesmo, o certo e errado se confundem, quando você procura aqueles seus tantos planos feitos e nunca nem iniciados, aquelas promessas frustradas e depara-se com a dura realidade do que não foi construído até aqui, do que foi tão somente expectativa (exclusivamente) sua e com o agravante das comparações e cobranças a que está exposto o tempo todo em todos os lugares.

Aí vontade de ficar quieto, não falar para também não precisar ouvir. A paciência e a tolerância diminuem, o burburinho (do qual costuma sempre participar) incomoda! É quando você desmascara você mesmo, percebe que aquele seu ar de quem tudo pode e tudo sabe vai ficando abafado, é quando o seu discurso liberal e moderno não condiz com os seus pensamentos preconceituosos, e além dos outros, até você já consegue perceber isso.


Mas não se culpe. Pode ser, muito provavelmente, que, assim como eu, você cansou de carnaval e, agora, quer mudar a brincadeira.

 

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Escrito por Ana Carolina Rosalino


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