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O que chega aos seus ouvidos é sempre seu!

pensando

Fui ao teatro outro dia, assistir uma peça ótima com o Marcelo Médici (Cada dois com seus Pobrema). Adoro coisas que me fazem rir muito, ainda mais quando estou mesmo precisando. Chegando lá, fui comprar um café e uma água (porque rir demais dá uma sede danada). Assim que cheguei com a minha irmã, as senhoras da lanchonete disseram “Olá meus bebês”. Brincamos com a história, começamos um papo e lá pelas tantas uma delas disse “Ela é sua mãe, não é?” , apontando para mim. Para ela eu era a mãe da minha irmã (que tem dois anos a menos e que todos acham que é mais velha do que eu).



Saí, confesso, um pouco chateada. Será que eu tinha exagerado na base? Será que as olheiras estavam gritando tanto assim? Os fios brancos apareceram? Não é possível, pensei. Depois de todos que viram a cena confirmarem que, na verdade, a mulher só poderia ser louca ou cega, fiquei mesmo pensando. Sim, eu não pareço a mãe da minha irmã, mas porque ela disse aquilo?

Eu acredito que tudo que nos chega em forma de crítica é algo que está relacionado a nós mesmos. Não que todas as críticas sejam verdades absolutas (algumas podemos até usar de modo construtivo), mas a maioria são projeções dos outros sobre nós (e vice-versa). Mas se você está lá, feliz, arrumadinha para o teatro e alguém solta alguma coisa muito gritante, perceba, tem caroço no angu.

Esqueci daquilo nas primeiras cenas da peça, quando comecei a rir de verdade. Mas depois a coisa voltou e comecei a pensar nos meus dias anteriores. De fato, eu estava encanada com uma situação específica que envolve a minha idade. Estava me sentindo velha para uma pessoa. Achava que aquilo era maluquice da minha cabeça, onde já se viu (mesmo tendo um histórico de relacionamentos com homens mais novos). Que eu só poderia estar maluca e deveria começar a procurar “alguém do meu tamanho e da minha idade” como se fosse mesmo possível mandar nas coisas do coração. Isso estava lá dentro, o tempo todo e até me vi boicotando a situação por conta disso. A senhora do café foi só uma médium das abobrinhas da minha cabeça.


Quando alguém te disser algo, escute. Não levando a crítica para dentro, mas entendendo em que ponto você está se criticando daquela mesma maneira. Em algum ponto de você, ainda que muito inconsciente, ele está. E possivelmente você está brigando com isso, negando, dissociando ou usando algum mecanismo de defesa para dizer que não, nada a ver.

Mas não leve para o fígado achando que a maluca que te chamou de mãe da sua irmã (ou gorda, ou estranha, ou chata ou qualquer outra coisa), acha isso mesmo de você. Possivelmente ela acha disso dela mesma e projetou. Mas se você é a tela, tem que ter uma afinidade com a projeção do outro. Analise a questão e depois esqueça! Ah sim, eu não sou velha (nem jovem) para ninguém. Eu sou eu! E ponto final!

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