Pergunte-se…

4min. de leitura

As vezes nos sentimos sós em meio a multidão:



Que bom seria se nos perguntássemos:

O que tenho feito de bom aos outros e a mim mesmo?
O que não tenho feito aos outros e a mim mesmo?
O que me leva a achar que sempre o outro é culpado?
O que posso fazer para melhorar meus relacionamentos?

Então, percebemos que antes de nos relacionarmos com os outros, devemos aprender a nos conhecer melhor, algo que os cientistas ultimamente chamam de relacionamento intrapessoal; ou seja, o autoconhecimento, a capacidade de relacionamento consigo mesmo, a habilidade de administrar meus sentimentos e emoções.


Por acaso eu me conheço realmente?
O que sei de meus pensamentos, sentimentos e emoções?

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Como anda minha autoestima?


O que posso fazer por mim para ser um pouco mais feliz hoje?

Aí descobrimos que aquilo que o Mestre falou é uma eterna verdade:

ame ao seu próximo como a si mesmo!

Afinal, como alguém que não se ama pode amar o outro?
O que me impede de me amar?

Se há algo em mim que não gosto, o que me impede de mudar?

Será que o universo é injusto e alguém merece mais do que eu?
Será que Eu, filho de Deus, como herdeiro da criação tenho o direito de negar meu merecimento?

Merecemos tudo, inclusive nosso auto-amor.

O sol nasce para todos e talvez a diferença esteja em estarmos atentos para perceber essa maravilha e valorizá-la: tudo começa em nós.
O que tenho feito para que os outros me queiram bem?
Como tenho agido com meus filhos, cônjuges, amigos, companheiros de trabalho e até mesmo com desconhecidos?
Quando encontro alguém, eu de coração, sorrio e desejo um bom dia?

Eu ouço atentamente o que os outros têm a me dizer?

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Na verdade, aos poucos descobrimos que os outros são nossos espelhos e nos devolvem a luz, as ações e os sentimentos que lhe passamos. Vamos pensar juntos, pergunte-se: quando foi a última vez que ajudei alguém sem interesse? Quando disse: “Eu te amo!”, a alguém?

Tenho respirado fundo e usado a ferramenta do silêncio por dez segundos antes de responder a uma provocação? Tenho realmente aceito o outro como ele é?

Aos poucos vamos percebendo que tudo na vida depende da forma como vemos as coisas; que tudo começa e depende de nós; que recebemos dos outros aquilo que oferecemos; que um sorriso é mais importante que o dinheiro; que relacionamentos felizes são aqueles que começam pela nossa atitude; que ao trazermos tudo isso para nossa vida, nem mesmo em uma ilha deserta estaremos sós.

Flavio Souza

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