Quem dera se a nossa vida aqui na terra fosse eterna e as coisas que aqui “possuímos” fossem…

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Em que vale a pena investirmos? O que é mais lucrativo em nossas vidas? É fato que passamos a vida correndo atrás de coisas que possam nos beneficiar, algumas vezes as encontramos e outras não.

É dever do homem zelar pelo seu bem-estar material; o problema é quando esta busca pelo supérfluo torna-se a razão última da sua existência; como se a única coisa que valesse a pena fosse as posses materiais. Eis que surge o apego e suas consequências. Insano homem, que faz de seus poucos anos de vida na matéria um encarceramento, uma prisão ao seu próprio ego.



Esquece ele que um dia, o mais refinado ouro vai perecer assim como seu corpo. Ignora, ainda, que nada é seu e que um dia a força natural das coisas vai decompor tudo aquilo que ele julgava ser propriedade sua. Para este, a única salvação é compreender que estamos aqui para investir em algo que não nos pode ser tirado.

Quem dera se a nossa vida aqui na Terra fosse eterna e as coisas que aqui “possuímos” fossem de fato, propriedade nossa; então, todos os nossos esforços pelo supérfluo e dispensável se justificariam. Mas não é assim, por sorte! Digo “sorte” por que mesmo vivendo por um curto período de tempo, o homem egoísta é capaz de cometer atrocidades infundadas, tudo em nome de um pedaço de território, ou nome de uma ideologia ou crença, mas acima de tudo, em nome do seu ego grotesco – vide os tristes fatos históricos que, por sinal, estão se repetindo na Faixa de Gaza.

Mas sabemos que a revolta não nos levará a solucionar tais fatos. Gandhi dizia que “a única revolução possível é dentro de nós mesmos”. Estou convencido de que isto é verdadeiro. Qualquer atitude que tomarmos motivados pelo ego, inevitavelmente será de efeito catastrófico, ao passo que qualquer ação motivada pelo amor poderá resultar em bons frutos. Ora, talvez este seja o propósito em que devemos investir: a consolidação do amor em nós. Em analogia aos investimentos mundanos, podemos ter a absoluta confiança de que este é o único investimento em que não há risco de perda – desde que seja desapego, pelo ideal da evolução.

Sabemos que o Cosmos respeita o nosso ritmo e que ele não tem pressa alguma que despertemos, afinal, temos o infinito pela frente. Isso significa apenas uma coisa: que o nosso Livre-Arbítrio prospera em face de nossas ações, mas não das consequências que tais atos acarretam. O pessimista religioso chama isso de “castigo divino”, o homem consciente de si e de sua natureza cósmica vê ali a oportunidade de retornar à sintonia com a sua fonte, de restabelecer a paz que lhe é própria. Não é uma questão de ideologias ou de crenças, é unicamente o conhecimento de si mesmo. Somente devotando-se ao conhecimento de nossa natureza cósmica é que reconheceremos quanto tempo estamos perdendo buscando fora, aquilo que sempre esteve dentro de nós. Somente assim, temos chance de perceber que o único investimento realmente lucrativo é investir no desenvolvimento do amor, o restante é passageiro e perfeitamente dispensável.

por Leandro José Severgnini


Via: STUM

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* Matéria atualizada em 05/10/2014 às 5:52






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