Por mais difícil que seja para alguns entenderem isto, a verdade é sempre simples. Não existe complexidade na expressão da verdade, mas, nós, seres humanos, insistimos em nos sentir como se a vida falasse um idioma totalmente estranho para nós.



É, de fato, incompreensível para a mente entender a linguagem e os sinais emitidos pela existência. Portanto, para apreender plenamente a verdade, é necessário, antes de tudo, entrar na dimensão da não-mente.

Quando conseguimos realizar isto, ou seja, adentrar em um território onde apenas o silêncio e a ausência de pensamentos podem ser vivenciados, começamos finalmente a apreender o conceito do nada, do vazio.

E, ao mesmo tempo, tornamo-nos mais sensíveis e perceptivos para compreender os sinais que a existência nos envia. O primeiro passo para alcançar esta condição é a meditação.


Retirar-se por alguns minutos todos os dias para e entrar em contato com a própria interioridade, é uma prática das mais saudáveis, que todos deveriam ao menos tentar realizar.

Mas não é apenas através do relaxamento e do silêncio que a verdade pode ser revelada a nós. Nas mais simples e comuns atividades do cotidiano, ela também pode se apresentar, se as realizarmos num estado de total relaxamento e paz.

Quando decidimos viver nesse novo território, da não-mente, a sintonia com a existência se torna cada vez mais intensa e os sinais que ela nos envia passam a ser percebidos com muito mais clareza.

“Buda diz: embora seja difícil encontrar e reconhecer seu Mestre, difícil entender, difícil perceber a compreensão, concretizar o entendimento em sua vida, ainda tem de ser dito que o ensino é simples. A dificuldade surge a partir de você, o ensino é muito simples. Tem que ser assim: a verdade é sempre simples.


A complexidade está em você, e é por causa de sua complexidade que uma simples verdade torna-se muito complexa. Você não quer ouvir ou você quer ouvir outra coisa. Você vem para consolos, não para revoluções…. Você veio para ser aceito e amado, não para ser transformado. Você chegou a ser respeitado. Você também veio de modo que você possa sentir que você é importante, necessário.

A necessidade mais profunda da mente é ser necessária. E se você começar a sentir que um mestre precisa de você, que você é indispensável, lhe dá um grande ego … mas você perdeu o ponto inteiro. Você veio tão cheio de ideias – e essas ideias continuam fazendo tanto ruído em você – que quando Buda gritar de cima dos telhados, mesmo assim você ouvirá apenas o que você quer ouvir”. 

OSHO – The way of the Buda.

por Elisabeth Cavalcante


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