3 GRANDES ENSINAMENTOS PARA A VIDA:



Hoje recebi grandes ensinamentos e decidi compartilhar:

Fui dormir em profunda oração para dissolução de emoções de desafortunada em relação a situações concretas específicas. Sonhei que, quando eu dava descarga no banheiro, jorrava água em ondas lá na porta de saída do apartamento. Os vizinhos vinham avisar que estava inundando o corredor do prédio e eu dizia “eu sei. Mas o que vou fazer?” Eles diziam “pare de dar descarga!” Falei “Mas não posso. E isso não tem nada a ver! Deve ser algum outro problema do encanamento geral do prédio!” Isso gerava uma grande briga sem solução.

Acordei. Fazendo café, lembrei e compreendi:

– Ok. Descargas (compulsões, pensamentos negativos, formas pensamento de padrões emocionais recorrentes, disparos de raiva mesmo que não expressos e gasto inadequado de vitalidade….) geram ralos nas realizações.

Até aí eu já sei há muito tempo. Mas era curioso porque o volume de água que saía era beeeeeem maior que o da descarga. Isso me pareceu o ensinamento. Vigiai e Orai porque o vício de repetição é muito mais danoso que se imagina. Gera grandes perdas. Mas depois vi que o ensinamento era muito maior.

Tomando café, pensei… “Aquela cliente… Como vamos avançar na questão dela? Por que ela não está aceitando sucesso com prazer e facilidade?” Em seguida pensei “Por que estou pensando nisso no café da manhã? Onde é que EU estou agindo assim?”

Bingo! Então veio a compreensão.

Uma parte da responsabilidade pela inundação era realmente do encanamento do prédio (forma pensamento do coletivo ou familiar), mas uma parte, sim, era o meu ato de dar descarga. E nenhuma das duas partes queria se responsabilizar. E, assim, a inundação aumentaria. Não adiantaria eu mudar de casa. Se continuasse a dar descarga.

A descarga são os vícios de repetição de auto percepção e pensamentos limitantes recorrentes, que geram uma consolidação da identificação com pensamentos coletivos (escassez, vitimismo, solidão, insatisfação, ansiedade…) E ok. Está certo. A empatia com coletivo através de nos incomodarmos, nos afetarmos, tem papel de nos fazer olhar onde estamos espelhando aquilo.

Mas de nada adianta se não ousarmos remar contra a maré e trocar a descarga por consertar o encanamento (águas = emoções ). Mas fazer por todos, sem esperar que consertem, tomando a frente, a iniciativa pela restauração, mudança e renovação.

Cada um terá que encontrar sua maneira.

Mas ainda vem o 3º ensinamento:

A resposta para minha pergunta sobre a cliente, já consciente que era meu espelho. Na verdade veio uma adaptação para a pergunta. Em vez de “Por que ela não quer aceitar o sucesso sem esforço?” Veio “Por que eu, ela e todos queremos jogar fora nossa vitalidade, alegria, potência e poder com descargas? Por que todos nós, nesta sociedade adoecida, queremos ser menos quem podemos ser para pertencer ao seu familiar e ao contexto social? Por que ainda resistimos a sermos felizes e plenos para não sermos diferentes?”



Vejam bem que a pergunta já tem as respostas e até mesmo a resposta desta pergunta já me parece óbvia. Fazemos tudo para sermos aceitos e não ficarmos sós, mas, em última instância, é tudo por amor… Então, quando estamos indo muito bem e quase chegando lá, sabotamos. Assim seremos iguais.

Neste momento lembrei que, antes de dormir, um amigo mencionou do que houve ontem de tiroteio e toque de recolher no centro do Rio de Janeiro. Engraçado eu pensei “Estava perto e não fui afetada. Eu sabia do que estava acontecendo, mas esqueci . Por intuição, peguei outro caminho.”

Mas será que não fui afetada? Seria possível? Que dor existe ali que existe em mim?
As descargas não seriam isso? Até que ponto o coletivo nos afeta e até que ponto nós geramos o coletivo com as descargas?

Mesmo quando não manifestamos, nossos pensamentos de ódio e egoísmo que julgam e abominam as pessoas da nossa vida e, assim, geram isolamento, solidão e desânimo, e consequentes pensamentos de auto vampirização – ou seja, uma grande violência e auto violência -, não seriam o grande encanamento?

É só quando dói na gente que nos deixamos afetar. Por isso dói. Por isso fui dormir mal…..
Por isso estamos sofrendo efeitos da recessão econômica ou da violência urbana ou de alagamentos… Porque senão não olhamos e não nos responsabilizamos. E ainda queremos culpar somente o governo…

E, então, olho somente para o encanamento (águas = emoções) da minha casa. Mas não adianta. De uma forma ou de outra, serei afetada pelo grande esgoto.

E daí a resposta sobre minha cliente, eu mesma e todos nós. Não toparemos sermos diferentes. Mais felizes e plenos que o coletivo enquanto não estivermos fazendo o que fazemos com algum propósito que envolva a cura deste grande coletivo, mesmo com pequenas atitudes conscientes éticas e sociais.

Ou seja, podemos aceitar nosso poder e potência se estivermos realizando algo que use nossas pequenas condições privilegiadas, e poder de empatia sobre colegas, clientes, parceiros, vizinhos e amigos. Assim não vamos temer sermos muito diferentes do coletivo sendo felizes prósperos e amados. Porque estamos trazendo muitos conosco.

Não é ser mártir. Nem sentir culpa em ter mais ou ser afortunado. É apenas não mais negar que ser afetado é inevitável. Pois não somos separados. Somos parte deste todo.
Sentimos as feridas porque não há separação . Nem aguardar o processo de todos para avançar. Pelo contrário. É apenas a sensação de missão cumprida que pode alavancar e mover à frente. E se todos fizermos um modesto toque de Midas? Quem ganha com isso?

O fato é: toda situação triste ou ruim na sua vida são meios e ferramentas para você desenvolver capacidades e habilidades para chegar onde almeja.

Aceite os caminhos para sua felicidade.

Gratidão a todos os meus Mestres. Tudo e todos são mestres.






Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.