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8 dicas para construir, cultivar e exercitar a felicidade:

“A felicidade é uma borboleta, que, quando perseguida está sempre além do seu alcance – mas, se você se sentar em quietude ela poderá pousar em você”. Nathaniel Hawthorne



Nunca tanto se vendeu a felicidade como agora e, nunca a humanidade esteve tão triste. Acompanhamos o aumento do índice de suicídios entre crianças e jovens. Os índices de afastamento do trabalho por doenças relacionadas ao medo extremo e a raiva incontrolada, síndrome do pânico e síndrome de burnout, aumentam vertiginosamente.

Nas mídias em geral vemos tantos sorrisos, tantos comerciais de sonhos felizes sendo realizados com compras, com comidas, com passeios. Mas, o que é intrigante é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) nos traz uma realidade diferente. Só no Brasil temos 20 milhões de pessoas com depressão e 23% da nossa população sofre de ansiedade, sendo um dos países de maior índice no mundo. Contraditórias realidades não é mesmo?

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Sabe a razão disso? Todas essas “felicidades” mostradas constantemente acabam pressionando a gente a querer achar essa tal de felicidade eterna e intensa. E, ela não existe dessa forma. Isso mesmo, estamos perseguindo algo que não existe, pois, da mesma forma como temos quatro estações, todas as emoções estão dentro de nós e só conseguimos um equilíbrio ao saber lidar com todas elas.

A procura da felicidade continua voltada para fora. Estabelecemos cada vez mais metas de viagens, de compras de bens materiais, de cirurgias plásticas, de dietas, do culto ao corpo e a forma, de compra de roupas que nos farão sentir melhores… Pois isso é o que é “vendido”, que é divulgado com intensidade nos comerciais, nas vitrines, nas conversas com amigos…

Corremos atrás do dinheiro para ter felicidade. Observamos as pessoas ao nosso redor que nos parecem felizes e avaliamos o que elas têm, aí deduzimos que, se tivermos também, seremos felizes. A felicidade está sendo confundida com metas, com objetivos. Na realidade a felicidade é uma emoção, ela vem de dentro e não de fora!

Ao contrário do que pensamos, a fórmula da felicidade não é: ter sucesso e depois ser feliz. Não é adquirir o último modelo de celular para ser feliz, também não é alcançar o peso ideal para ser feliz. A fórmula mais correta é: ao sermos felizes alcançamos o sucesso, o bem estar, a saúde, a prosperidade. O bem-estar das emoções positivas, como a felicidade, fazem com que nossa criatividade aflore, nosso raciocínio fique mais claro e ágil, nossas tomadas de decisão sejam muito mais equilibradas. Faz com que a gente consiga ver as coisas com ângulos de visão diferentes, com mais estímulo, com mais foco, com mais discernimento, com maior clareza.


Estudos no campo da neurociência, da psicologia positiva, da economia, mostram, que pessoas que se afastam da negatividade, das reclamações, das vitimizações, têm tido muito mais êxito em alcançar o que querem, seja o que for. O potencial do nosso cérebro é tolhido pelas reclamações, pela expectativa, pela ansiedade… Esperar pela felicidade não estimula nosso cérebro, ao contrário, essa espera o desestimula e o desmotiva, levando muitas vezes a procrastinação.

E o que fazer então? Construir, cultivar e exercitar!

Veja algumas crenças e posturas fundamentais para alcançar essa construção:


  1. A felicidade varia de pessoa para pessoa, não tente ser feliz com aquilo que fez o outro feliz. Descubra o que te faz feliz. Não persiga 24 horas por dia a felicidade, construa a felicidade de pequenos e intensos momentos e aí o cérebro vai ficar com a predisposição fisiológica para mandar todos os comandos certos para você emanar felicidade.
  2. Cuidado com a adaptação hedonista! Sabe o que é? Já aconteceu com você de achar que você seria mais feliz se ganhasse mais e, depois do aumento, viu que isso durou pouco? Isso é a adaptação hedonista. É se habituar com aquilo que conquistou e buscar outra coisa para ser feliz, logo outra e outra…
  3. A rotina não só mata neurônios como nos entristece. É claro que nem sempre podemos mudar nosso roteiro diário como gostaríamos, mas podemos mudar internamente. É olhar com outros olhos aquela mesma situação, é criar formas diferentes de fazer uma mesma coisa, é colocar a alma e a positividade naquilo que a gente tem que fazer e não gosta.
  4. Jogue fora ideias erradas. Não preciso mudar de casa para ser feliz, posso cultivar flores coloridas, pintar uma parede diferente ou mudar móveis de lugar. Não esqueça, se não estou bem e cheia de problemas, com certeza se me mudar, tudo vai junto. Se encaro os problemas com leveza e otimismo, se me mudar de local ou não, vou continuar bem, pois o bem-estar está cultivado no meu interior e não no ambiente.

  5. Cultive o otimismo, a gratidão, a gentileza, a generosidade e a positividade com atos simples diários. Sorria todos os dias para o atendente da padaria, o motorista, o vizinho. Leve um café para o colega de trabalho, dê passagem para alguém no trânsito, escute com atenção a pessoa que está a sua frente, elogie um atendimento bom, ajude alguém a atravessar a rua.
  6. Não perca tempo com comparações, foque em você, no seu potencial, na sua autoestima, na sua saúde e no seu equilíbrio. Se elogie, se abrace, se parabenize, se olhe no espelho e sorria para você, agradeça pela sua vida.
  7. Corte o vocabulário pessimista como não consigo, não posso, ruim, obstáculo, entre tantos outros. Policie e substitua por consigo, possível, aprendizado, desafio…
  8. Aprenda a perdoar. Pense neste ensinamento de Buda: Aferrar-se à raiva é como tomar um bastão em brasa para jogar em alguém: é você que se queima.

Espero que essa reflexão transforme de forma positiva sua jornada diária!

Desejo dias com mais bem estar e alegria!

Um abraço gentil e aconchegante para você!


Isabel

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