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A carência faz você enxergar um príncipe encantado onde existe apenas um qualquer

A carencia te faz enxergar um principe encantado onde existe apenas um qualquer

Frio na barriga, ficar toda boba, sentindo-se uma adolescente…



A carência faz você insistir na pessoa que mal lhe responde. E quando enfim ela aparece, você sente tanta coisa ao mesmo tempo, que se perde. E acha isso lindo.

Você descobre mentiras dele. Vai sabendo mais da vida dele. Ele mesmo vai lhe contando o que fez de errado pela vida. Só que a sua carência faz você pensar exatamente o contrário do que deveria.

Ele é um qualquer, que você, Carente da Silva, resolveu colocar no pedestal de “príncipe encantado”. É você quem inicia os diálogos. Implora resposta. Ele vive dando desculpas, e você acha que ele está mesmo ocupado.


Não é falta de tempo, é desinteresse. E quanto mais sua carência diz para insistir, e você a obedece, menos ele tem algum querer por você. Interesse não se pede nem se implora. Ou a pessoa tem por você ou não tem.

A maioria das pessoas, ao se notarem carentes, vão logo procurando alguém. É justamente o contrário! Se você está carente, fique sozinha. Nós, mulheres, precisamos cada vez mais gostar da própria companhia.

Fomos criadas ouvindo histórias de príncipes encantados, aqueles que salvavam as princesas indefesas. Não somos indefesas nem precisamos de príncipes para ficar bem. Temos é que nos amar.

É o amor-próprio que fará você perceber que alguém a está enrolando, mesmo se a carência berrar que é só falta de tempo.


A gente cria uma pessoa que não existe e se enfia na lama do desrespeito. Vamos nos anulando em busca de atenção da pessoa. Achamos que as migalhas que recebemos são “amor do jeito dele”.

Não implore interesse nem atenção. Migalhas são migalhas, e mais nada. Quando essa carência passar, você vai ver alguma foto dele e ver que todo esse sentimento já era. Vai abrir a rede social dele só para se perguntar “onde eu estava com a cabeça?” A foto que outrora lhe causava suspiros vai causar risadas.

Pode ser que demore, mas isso passa. Pense primeiro em você. Seus pais lhe deram carinho, amor, atenção, reciprocidade; não aceite de um estranho nada menos que isso. A carência faz a gente ir se anulando, descendo a ladeira do próprio respeito.

Não perca seu tempo! Se está carente, fique sozinha. Melhor assim do que com um qualquer que lhe faz mais mal que bem. O que você sente por ele é forte, mas não é saudável. Viva a sua vida, e o tempo vai levar isso.


Quantas vezes você já prometeu a si mesma não falar mais com ele? E acaba falando. Quando você se sentir tão desprezada por ele e reunir forças para decidir de uma vez por todas viver sua vida, isso vai passar.

E um dia ele, que nunca a procurava, vai procurá-la. E você não vai responder. Não por orgulho, por vingança, para “fazer com que ele tenha interesse”. Você não vai responder porque finalmente caiu em si.

Percebeu que ele era só um qualquer, que fazia você se rastejar aos seus pés. Puro fruto da sua carência. Mais nada!


Não se engane, pessoas que querem estar certas o tempo todo são vulneráveis emocionalmente!

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