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A decepção dói tanto, porque vem das pessoas que mais amamos. Perdoe-as e siga em paz!

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A decepção sempre vem daqueles que, além do nosso amor, também tinham a nossa total confiança e nosso respeito.



Ela dói porque é fruto de uma traição que nos pega despreparados(as), e é uma arma que nos atinge pelas costas. Tem o poder de desconstruir em nós tudo que, por fidelidade e entrega, construímos em relação àquela pessoa. Ela consegue nos fazer enxergar o outro como o nosso pior inimigo e acreditar, por instantes, que ficamos enganados por muito tempo.

A decepção é tão maligna que, quando alojada em nós, é capaz de nos tirar a alegria, a vontade de viver e a segurança que tínhamos em relação ao outro. É como se nas mãos dele estivesse toda a nossa história e, por um vacilo, ele jogasse na lama tudo de bonito e verdadeiro que tínhamos.

Sim, a decepção machuca, e não é fácil vencê-la, se não houver um trabalhar de Deus em nós e uma mudança visível e desejada do outro. 


A gente até perdoa, mas o perdão é a ferramenta que tira o punhal do nosso coração, mas a ferida fica aberta e precisa ser tratada para que a ofensa, o ressentimento, a insegurança e a mágoa não venham a se enraizar em nossa alma e nos tornar pessoa amarga e sem motivação.

Ninguém perdoa porque é bacana, ninguém perdoa porque esqueceu o mal recebido, ninguém perdoa só porque é santo demais. Infelizmente, ninguém perdoa porque é devido. As pessoas perdoam porque precisam se libertar dos pesos que desaceleram os seus passos e porque necessariamente a paz só se aloja em ambientes saudáveis e o amor só floresce onde há espaço.

O perdão abre caminhos extraordinários para nós, mesmo que pareça um ato covarde diante da dor e da decepção que o outro nos causa. Não é fácil, nem é da noite para o dia.

Portanto, se você decepcionou alguém que ama, por mais que esse alguém o ame, ele vai precisar de tempo para esquecer esse mal, vai precisar da sua paciência para se reerguer, vai precisar provar para si mesmo, através das suas atitudes visíveis e necessárias, que nada é maior do que seu amor por ele.


Vai precisar ver em você a verdade dos sentimentos para se sentir seguro de novo. E isso leva tempo…

 

Publicado originalmente em Cecilia Sfalsin.


Precisamos estar bem conosco mesmos para podermos amar qualquer outra pessoa

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