A lei do equilíbrio: por que se doar demais nas relações afasta as pessoas?

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É necessário saber se doar na mesma medida, porque não é bom querer dar um abraço de urso em quem está disposto a lhe dar apenas um aperto de mão.



Você é uma daquelas pessoas que se dizem legais, simpáticas, que se doam demais nas relações afetivas e de amizade e não recebe na mesma medida? Se sim, leia este texto.

O ser humano costuma ser muito complexo na intersecção do dar e do receber, principalmente porque vivemos num mundo de dualidades, onde em tudo é necessário haver equilíbrio para que as coisas funcionem de maneira saudável. Extremismos são prejudiciais e, nas relações interpessoais, isso não é diferente.

Acredito que nós, mulheres, temos um pouco mais de “dificuldade” de equilibrar a doação compulsória ao outro. Eu, por exemplo, já fui muito doadora em minhas relações, tanto que não sabia diferenciar o carinho que eu tinha pela pessoa do exagero da doação e acabava “sufocando” o outro, resultando em afastamento.


Aí eu me questionava: “Sempre fui tão legal, boazinha, gente fina, simpática, por que aquela pessoa foi embora?”

Mas hoje, tendo melhor percepção da vida e com olhar mais maduro, pude perceber que eu acabava sendo extremamente invasiva e não dava espaço para receber. Se não nos damos o trabalho de promover uma “dança sincrônica” nas relações, jamais percebemos até que ponto aquela relação está sendo saudável ou não para ambas as partes.

É necessário saber se doar na mesma medida, porque não é bom querer dar um abraço de urso em quem  está disposto a lhe dar apenas um aperto de mão. Definir uma distância saudável, de acordo com o grau de afinidade que você tem com aquela pessoa, também é extremamente importante.

Por isso o autoconhecimento é imprescindível para conseguirmos enxergar nossas necessidades e ter melhor percepção das necessidades das outras pessoas.

 


Direitos autorais da imagem de capa: Robert Piosik/Unsplash.

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