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A minha mãe – e a sua – estavam certas: “Diga-me com quem andas, que eu direi quem tu és!”

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Sim, sua mãe sempre teve razão! Dizem que somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos (se você ainda não leu algo do tipo, dê um Google).



A teoria das cinco pessoas não me parece tão verdadeira, mas na parte das pessoas – no geral – com quem convivemos, eu nem preciso de uma teoria para acreditar. A minha mãe – e a sua –, estavam certas: “Diga-me com quem andas que eu direi quem tu és!”

Os ambientes que você frequenta e as pessoas com quem convive dizem muito sobre quem você é, talvez não na essência, mas na máscara social que você veste. A psicanálise explica muito bem as máscaras, e percebemos, enfim, que aquele papo de ser de verdade e tal é uma baita mentira.

Convivemos com gente tóxica, mas parece não fazer diferença. Continuamos. Relevamos fatos e vivências para sermos aceitos pelos outros, sendo que a nossa essência em nada condiz com as pessoas e os meios com os quais convivemos.


Adormecidos, aceitamos as condições do ambiente. Acordados, tornamo-nos questionadores, chatos e mal-amados pelas condições do ambiente.

E é justamente quando estamos acordados e conectados com nós mesmos que a mágica acontece.

Você entende finalmente que agradar aos outros é desagradar a si mesmo, e que, bem, de uma maneira ou de outra, todos vão falar, por bem ou mal, da sua vida, dos seus problemas, das suas alegrias e tudo que eles quiserem – sob a perspectivas deles.

As perspectivas dos outros são bem diferentes das suas. Só você sabe tudo que se passa na sua vida – dos seus amores às suas fugas. Mesmo quem convive diariamente com você não o conhece tão bem como você mesmo.


Só que antes de conhecer nosso íntimo, nós nos perdemos nas convivências.

Achamos que a vida do outro é infinitamente melhor do que a nossa. Temos certeza de que a estrada escolhida pelos outros é a mesma que vai servir para nós. Mas deixe eu lhe contar o que já não é uma novidade: não vai servir! É como se quiséssemos pegar um sapato emprestado esperando que ele nunca machuque nossos pés.

Você talvez não seja a média das pessoas que convive, mas a convivência é uma régua e tanto para observar a vida.

Talvez seja hora de mudar o círculo de amigos/conhecidos/o trabalho/o lugar em que você mora. Nada melhor do que respirar novos ares e se analisar sob outras tantas perspectivas. Analise seus problemas, olhe em volta e perceba que uma boa parte deles não necessariamente lhe pertence.


O meio cria problemas, aprenda a ver com quais deles você quer conviver.

Sigo meu caminho, minha rota, meu próprio destino, não o que alguém ditou para mim

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