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A necessidade de cuidarmos uns dos outros e da criação de Deus!

O nosso papa Francisco, nestes tempos difíceis de pandemia do coronavírus, tem enfatizado a necessidade de cuidarmos uns dos outros e da criação de Deus.



A finalidade é construirmos uma sociedade alicerçada em relações de fraternidade, um caminho – radicalmente – oposto ao da cultura da indiferença, em que vivemos na atualidade.

A crise sanitária da covid-19 agravou outras crises mundiais, como a humanitária, climática, alimentar, econômica e migratória, que atingiram em cheio o Brasil.

Essa realidade exige um grande desafio dos governos e da sociedade, que é manter aceso os sentimentos de cooperação e solidariedade, como base da cultura do cuidado, que nos permitirá sair dessas crises.

Porém, alguns governantes e certos grupos sociais agem egoisticamente, o que favorece a cultura da indiferença, cuidando dos seus interesses e que se danem os outros, criando um clima de polarização afetiva.

Sendo assim, é fundamental construirmos uma cultura permanente do cuidado, que é um convite para cessarmos o círculo vicioso de descuido e agressividade contra a criação de Deus. Isso provoca sofrimento a toda sociedade, sobretudo, aos mais vulneráveis socialmente.


Não há dúvidas de que são as mulheres (mães, avós, esposas, filhas, tias, sobrinhas), com sua força criadora, que exercem, majoritariamente, a prática da cultura do cuidado em todas as dimensões e não são remuneradas por isso. Aliás, são elas que nas crises humanitárias nos ensinam de forma criativa a cuidar da vida, das famílias e das comunidades.

A cultura do cuidado, desde as civilizações antigas, está ligada a uma visão holística, que é a maneira de ver que cada ser humano está diretamente conectado com todos os seres humanos e com todas as demais coisas do Universo. Ela se faz com diálogo e acolhimento, uma energia maternal, que vem de dentro para fora: do cuidado integral com as pessoas, com a natureza e com a economia orientada ao bem comum.


Portanto, quando assumimos a cultura do cuidado como um modo de vida, ela cresce em nosso microcosmo, como uma espécie de universo pessoal e subjetivo, e depois se expande para o macrocosmo, que é o Universo numa perspectiva coletiva e objetiva, onde não aceitamos mais a lógica da cultura da indiferença.

Afinal, o estado de calamidade pública do coronavírus escancarou a nossa fragilidade humana, colocando como imperativo a importância das políticas públicas para o cuidado coletivo.

Além disso, levou a ciência, os governos e as empresas num esforço inédito de produzir em escala mundial as vacinas contra a covid-19, revelando que economia funciona melhor quando põe no centro as pessoas e a solidariedade global.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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