A verdade sobre como esquecer um amor

8min. de leitura

Se você me conhecesse um tempo atrás, provavelmente me encontraria fazendo buscas no Google sobre como esquecer um amor.



Assim como Leoni, eu testei 50 receitas para esquecer alguém mas, ao contrário dele, posso dizer que algumas dessas receitas funcionam.

É importante alinharmos alguns pontos. Não existe fórmula milagrosa, e quem disser o contrário, estará mentindo. Eu sou capricorniana e muito realista, aqui quero apenas listar o que me ajudou e o que não me ajudou nesse processo de desprendimento.

Vou dizer desprendimento, porque esquecer mesmo é só se perdermos a memória, mas ao contrário da Clementine, de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, não queremos isso, certo?


Então vamos lá. O primeiro de tudo é termos a ciência de que estamos falando de sentimentos, não de emoções. Se você gosta muito de uma pessoa, dificilmente irá se desprender dessa pessoa do dia para a noite. Mas há alguns comportamentos ou atitudes que podem minimizar a nossa dor e facilitar esse processo.

Vou listar três conselhos que costumamos ouvir para esquecer alguém e vou fazer uma análise, de acordo com a minha experiência, se são efetivos ou não e o porquê.

Por fim, vou dizer o que realmente funcionou comigo e acredito que também funcionará para vocês.


1. Cortar relações e contato (seja o contato virtual ou o real)

Quem nunca ouviu o conselho de excluir o número da pessoa e bloquear ou excluir nas redes sociais, não é mesmo? Inclusive sou adepta dessa ideia. Mas na minha opinião, ela por si só não é o suficiente. Deixar de ver fotos, de saber o que a pessoa está fazendo, por onde vai e com quem é essencial. Vai ajudar você a não ficar lembrando a todo momento, mas dificilmente fará você esquecer a pessoa (ou se desprender dela).

Eu falo por experiência, já cortei contato completamente e ainda assim eu me lembrava. Foi preciso que eu recorresse a outras receitas…


2. Sair ou conhecer outras pessoas

Não se fechar para o mundo e para as possibilidades é importante. Talvez você não se apaixone por essa outra pessoa, mas talvez você se distraia ou faça uma amizade, quem sabe. Mas pode ser também que você se frustre. É claro que até mesmo a frustração de um encontro poderá desviar a atenção daquele ex-amor. O problema, na minha opinião, é você ficar frustrada, e isso reforçar a sua saudade do “ex”.

Um conselho que eu dou é que você não meta os pés pelas mãos. Certos encontros são melhores, se nunca acontecerem, eu lhe asseguro. Já fui a um encontro uma vez, por pressão de uma amiga que queria me ver sair da fossa, e o cara forçou muuuito a barra comigo, foi totalmente inconveniente e insistente. Eu saí desse encontro muito pior do que eu já estava.

O ideal é a gente só arriscar um encontro, se realmente se interessar por aquela pessoa e não pelo simples fato de querer esquecer alguém. E se você não estiver a fim de conhecer ninguém, não vá pela pressão da sociedade ou dos amigos. Dar tempo ao tempo, às vezes, é necessário.


3. Descobrir novos hobbies, investir em si mesma

De todos os conselhos que me deram, esse foi o melhor. Ocupar a mente faz bem, distrai e nos faz evoluir. Você pode estudar mais, malhar, pesquisar sobre rotinas saudáveis, trabalhar como freelancer, fazer algum curso on-line (existem muitos gratuitos!). Você, no mínimo, estará saindo do lugar.

Tentar esquecer aquela pessoa deixará de ser o assunto central aí na sua caixola e você se tornará mais leve. Descubra do que gosta e aonde quer chegar e trace um plano para isso. Eu indico que nesse tempo você também assista ao filme “A magia das palavras”, que narra a história da J.K. Rowling, escritora do Harry Potter. A história dela é fantástica e foi em meio a um coração partido e dificuldades financeiras que ela se dedicou ao seu sonho de escrever, e se tornou uma das escritoras mais amadas do mundo.

Por fim, quero falar para vocês sobre a minha experiência de desprendimento e o que mais deixou em paz esse coraçãozinho aqui. Antes, quero salientar que eu creio que enquanto a gente acredita naquela relação e acha que não foi o fim, a gente se mantém preso a ela. Se você ainda tem esperança, eu vejo duas alternativas:

  • Tente novamente. Claro que isso vai depender do querer da outra pessoa. Mas eu acho preferível arriscar (e, quem sabe, quebrar a cara novamente) a ficar imaginando como seria se tivesse tentado um pouco mais.
  • Caso não seja possível tentar novamente (a outra pessoa não quer ou por se tratar de um relacionamento tóxico), busque ajuda psicológica. Conselhos de amigos (e de escritores) nem sempre são suficientes para superarmos um término ou separação.

Bom, sobre a minha experiência, o que eu fiz exatamente? Eu procurei a pessoa e tentei de novo! Mais uma vez não deu certo, pois tínhamos interesses diferentes e sentimentos diferentes. Quando eu soube que ele ficou com uma outra menina, eu finalmente vi que aquilo jamais daria certo, ou seja, eu deixei de acreditar naquela história. Isso para mim foi libertador. A gente não insiste naquilo em que não acredita que dará certo, não é mesmo? Seja um relacionamento, um emprego ou uma ideia.

Mas, como eu disse, eu só tive essa certeza porque tive coragem suficiente para ir atrás dele e deixar meu coração vulnerável novamente. Eu arrisquei. Agora, mais do que isso, eu ressignifiquei toda essa experiência. Como? Vi que ela, essa experiência, foi necessária para o meu amadurecimento (se não fosse o sentimento vivido, eu não teria feito esse texto e tantos outros). Eu cresci muito como pessoa, tive coragem de tirar as armaduras que sempre usei e não fiz mais do orgulho o meu cursor.

Nesse momento, também vi que não se apaga um passado ou uma lembrança, mas podemos usá-los para evoluir e sobretudo seguir em frente.

Agradeci à vida por ter colocado esse moço em meu caminho, perdoei meus erros e os dele, e passei a olhar para tudo isso com mais carinho.

Sou certamente uma pessoa melhor pelo fato de termos estado juntos em algum momento. Hoje eu acredito que se desprender de uma relação que nos foi importante não significa esquecer ou apagar da memória, mas dar um novo significado a ela.

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