A vida por outro ângulo: o universo é constituído de infinitas possibilidades…

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O mundo pode ser muito mais amplo do que supomos, então que tal experimentar olhar a vida por outro ângulo?

Você já se perguntou por que acredita no que acredita? Essa pergunta pode até parecer engraçada ou estranha, não é mesmo? Isso deve-se ao fato de que dificilmente paramos para fazer esse tipo de reflexão e quase sempre vamos levando nossas vidas no famoso “piloto automático”. No entanto, vou te contar que pensar sobre essa questão vale muito mais a pena do que se imagina! E você sabe por que?



Bom pra começar, tudo o que acreditamos é porque damos crédito ao que nos foi ensinado por alguém ou pelo meio social no qual estamos inseridos.

Nossos conceitos a respeito da vida e consequentemente nosso posicionamento diante da mesma foi pré-concebido pelo mundo externo ao nosso redor, e sem nos darmos conta, andamos cegamente por aí repetindo o que nos é familiar e rejeitando ferozmente o que for diferente do padrão acreditado como certo; sejam crenças, paradigmas ou simplesmente como alguém se comporta ou pinta o cabelo.

É fato que em maior ou menor grau estamos sempre julgando, absolvendo e/ou condenando. Porém, precisamos lembrar que vivemos em um mundo muito plural e diverso, culturalmente e subjetivamente falando. Sendo assim, o que aprendemos como “bom” um outro grupo de pessoas pode ter aprendido como “ruim” e vice e versa. Isso significa dizer que as coisas são mesmo relativas, pois tudo não passa de uma questão do ângulo de quem vê o fenômeno e não do fenômeno em si.


Para ajudar na compreensão de forma simples, irei compartilhar uma recordação particular. Quando eu estava na faculdade de Psicologia, frequentemente observava as pessoas discutirem e até brigarem porque desejavam provar que sua corrente teórica era a melhor, mais eficaz, ou mesmo intelectualmente superior.

Para mim, entretanto, tal conduta nunca fez sentido, pois eu já percebia e pressentia que como tudo na vida, aquilo era mais uma vez apenas uma questão de pessoas com perspectivas diferentes.

Hoje tenho plena consciência de que todas as teorias são funcionais, para não dizer complementares.

Um outro interessante exemplo, é a divergência na forma de comer entre nós ocidentais e muitos orientais (especialmente indianos), pois para eles é perfeitamente normal levar o alimento à boca usando as mãos ao invés de usar talheres. Já para nós, tal comportamento é visto como algo no mínimo deselegante e se acaso nos deparamos com alguém fazendo isso por aqui, nos apressamos em rotulá-lo como mal educado. Entretanto, quando questionados a respeito, os indianos simplesmente dizem que a comida não é inimiga (por isso não perfuram com talheres), e que através das mãos podemos sentir a temperatura e a textura do que estamos comendo, proporcionando uma maior comunhão com o alimento. O que sinceramente para mim faz algum sentido…


Mas o que quero dizer com essas analogias é que se acalmarmos nossos egos e nos flexibilizarmos um pouco mais, poderemos acessar o que costumo chamar de “o outro lado do muro”, ou “o mundo além do meu mundo”. E a partir daí perceberemos que não existe uma só verdade e sim as mais diversas possíveis, fundamentadas a partir de diferentes pontos de vista, possuindo cada uma o seu valor.

Refletir sobre estes temas não significa dizer que você precise necessariamente gostar ou assumir para si tudo o que lhe é diferente, pois é natural que nos sintamos atraídos pelo que temos mais afinidade (você não precisa sair por aí comendo com a mão nos restaurantes). Minha intenção genuína aqui é propor que tenhamos mais abertura ou ao menos maior respeito pelo que não entendemos ou pelo que nos causa estranheza.

Posso afirmar que quando exercitamos esse olhar mais amplo sobre as coisas e pessoas, a vida se torna bem menos complicada…

Enfim, posso afirmar que quando exercitamos esse olhar mais amplo sobre as coisas e pessoas, a vida se torna bem menos complicada, pois além de compreendermos as mais diversas opiniões e construções psíquicas, descobrimos também que podemos transitar entre as múltiplas concepções de realidade, absorvendo assim uma grande sabedoria interna que também nos auxilia com nossos problemas e desafios pessoais, pois pouco a pouco vamos adquirindo e integrando repertórios mentais cada vez mais ricos e variados. E então, como por um passe de mágica, começamos a perceber que muitas coisas que antes nos pareciam extremamente difíceis, pesarosas ou mesmo assustadoras, vão se tornando mais simples ou contornáveis; justamente porque você decidiu finalmente sair da pequena caixa que te enquadrava, quebrou a rigidez interna e se abriu para enxergar o mundo e a vida de uma maneira diferente, compreendendo que o Universo é constituído de Infinitas Possibilidades.

O mundo pode ser muito mais amplo do que supomos, então que tal experimentar olhar a vida por outro ângulo?

Com minhas diversas possíveis verdades,

Tatiana M. Galvão

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