A violência verbal deixa marcas na alma. Entenda como funciona e como se libertar dela

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Vale salientar que, conforme a ONU, a violência verbal e a violência psicológica são as mais comuns dentro dos relacionamentos e, muitas vezes, elas precedem o feminicídio.



Você já ouviu falar em violência verbal? É um dos tipos de violência que costumam anteceder a prática da violência psicológica e, posteriormente, física.

Costuma ser mais praticada, conforme pesquisas, por homens em relação a mulheres. É a violência explícita em comentários, comparações e dizeres que diminuem a outra pessoa, fazendo com que ela se sinta pequena e seja mais facilmente manipulável.

A violência verbal é um comportamento agressivo e comum em muitos relacionamentos, e deixa marcas negativas, que afetam as relações, a autoestima e a autoconfiança da pessoa que sofre essa agressão sem, muitas vezes, se dar conta de que está sofrendo.


Eu mesma já estive em um relacionamento assim e, muito provavelmente, essa pessoa com quem me envolvi continuou a ser assim em seus outros relacionamentos. Isso porque, por mais que muitas mulheres se questionem sobre serem ou não aquilo que o agressor lhes diz, o problema é que sempre é a pessoa que agride e diminui a outra, e nunca a vítima, a pessoa que está exposta a uma situação e a um relacionamento que, certamente, não começou com esse tipo de agressão.

Existe um padrão de ação de pessoas que agridem verbalmente outras: o agressor busca espaço mediante sedução para depois agir agressivamente em busca de controle do outro.

Além disso, vale atentar para o fato de que a violência verbal pode acontecer em diferentes tipos de relacionamento, pode acontecer num casamento, nas relações de trabalho, entre amigos, etc.

O grande problema desse tipo de violência é que ela costuma ser sorrateira, mas nem sempre. Por exemplo, eu comecei a perceber esse tipo de violência nesse relacionamento que vivi durante um período delicado e de mudança em minha vida, mas é claro que ela já tinha começado antes.


Contudo, por iniciar de forma mascarada, nem sempre é fácil perceber a extensão dos danos. No meu caso, ela também aconteceu via e-mail e WhatsApp, com comentários agressivos relacionados à minha aparência, profissão, renda, amizades etc.

Infelizmente, a violência verbal é apenas uma ponta dos problemas de uma pessoa com a mente totalmente transtornada. Foi num processo de coaching que percebi o que vivia, e foi nele que encontrei forças para dizer adeus a essa relação, o que, diga-se de passagem, foi uma das melhores escolhas da minha vida!

Tempos depois, compreendendo mais sobre como as pessoas se desenvolvem psicologicamente e são ou não saudáveis mentalmente, compreendi que o fato de eu ter percebido que esse relacionamento não era para mim e ter saído dele retratava a minha saúde mental preservada.

Vale salientar que, conforme a ONU, a violência verbal e a violência psicológica são as mais comuns dentro dos relacionamentos e, muitas vezes, elas precedem o feminicídio.

E, infelizmente, o crescimento da violência contra a mulher nesses tempos de confinamento social tem aumentado muito, salientando os perfis das pessoas que precisam de ajuda, pois são danosas para seus companheiros e, caso haja filhos envolvidos, seus atos e palavras respingam na vida de todos que convivem com pessoas com esse perfil.

Vale ainda ressaltar que a violência verbal é um tipo de abuso que pode ter uma recuperação muito demorada por parte de quem sofre com ela por um período grande de tempo. E esse é mais um fato que salienta que precisamos falar sobre esse assunto constantemente.

Pode-se pensar que existem alternativas para quem deseja tentar salvar um relacionamento com uma pessoa que pratica esse tipo de violência. Você pode buscar ajuda especializada, terapia de casal, individual, pode buscar um processo de coaching.

Contudo, vale salientar que nunca conseguimos mudar o outro. As pessoas só mudam se querem mudar. Nós somos responsáveis apenas pelas nossas mudanças! Além disso, pessoas que praticam violência verbal não precisam de um processo que vise somente à mudança desse comportamento, certamente elas têm lacunas bem mais profundas, que exigem um tratamento psicológico e, muitas vezes, psiquiátrico.

Caso você se perceba dentro de uma situação assim, talvez você precise aprender a dizer “sim” para você, dizendo “não” para uma relação que pode trazer apenas malefícios e deixar marcas difíceis de tirar de sua vida.

Diferentemente de outros textos que escrevo, meu desejo seria que este texto nunca fizesse sentido para você e para ninguém que você conhece e ama! Mas, se ele fizer, conte comigo!

Um forte abraço, com carinho!

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