Abraço… Um gesto tão simples, tão forte, tão intenso…

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Acabo de ler no post em uma mídia social de um amigo perguntando  se “você já abraçou a pessoa amada hoje?”. Parei, olhei em volta e me abracei.



Abracei o corpo perfeito que me conduz por onde quer que eu vá. Abracei o coração que tem lutado arduamente para eu ser melhor a cada dia. Abracei o espírito que busca se renovar constantemente.

Me abracei demoradamente e respirei tranquilamente esperando que eu mesma me acalmasse do abraço recebido, afinal nos abraçamos tão pouco. Não é comum abraçarmos quem somos. Ao mesmo tempo que eu e meu corpo somos tão íntimos, no abraço somos distantes.

Abracei apertado e cheguei a fazer cosquinhas em minha própria cintura. Nossa, como adoro abraços! Se gosto de ser abraçada pelos amigos, marido e filhos,  imaginei o quanto gostaria de ser abraçada todos os dias por mim mesma, minha melhor amiga.


Me abracei e me desejei meus melhores votos. Meus melhores pensamentos. Meus melhores sentimentos.

Me abracei e me esqueci dentro do meu próprio abraço.

Lentamente me desvencilhei de mim. Sorri externa e internamente agradecida. Me senti leve e muito amada.


Sim, tenho a sorte de ser abraçada por pessoas que gostam de mim e os quais quero muito bem também. Tive o privilégio de ser muito abraçada por muitos que já mudaram de planos e outros tantos que foram importantes na minha vida. Mas, enquanto me abraçava percebi que era abraçada pela pessoa que mais me ama e me quer bem; que aceita meus erros e deslizes, assim como perde as noites de sono quando estou preocupada.

Fui abraçada e abracei quem mais torce pela minha boa sorte; por minhas realizações. Até poderia dizer que fui abraçada por quem me boicota (um pouco) algumas vezes, mas como não é de todo verdadeiro, sei que fui abraçada e abracei pela pessoa a qual mais devo cuidar.

E como resolução, decidi também me abraçar cotidianamente. Pode ser em qualquer hora do dia. Sozinha ou não, não importa. O que vão pensar, tampouco interessa. Decidi não deixar de me amar, me abraçar, me sentir e me corresponder.

Sei que na maioria das vezes me abraçarei em reservado, mas não será reservadamente. Será tão intenso quanto foi o abraço de hoje. Não posso aceitar menos de mim mesma.

Se houver música, dançarei. Se houver silêncio, orarei. Se houver chuva, entrarei nela. E se houver sol, que se dane não ter passado o filtro solar.

Um gesto tão simples. Tão forte. Tão intenso.

Sim, adoro abraços.

E você, já se abraçou hoje?

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