Afinal… qual seria a vaidade de Madre Teresa de Calcutá?

Preliminarmente, apresentarei brevemente Madre Teresa de Calcutá para aqueles que só ouviram falar desse nome, mas nunca leram nada a respeito.

Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, conhecida como Madre Teresa de Calcultá, nasceu em 26 de agosto de 1910 em Escópia, capital da Macedônia e morreu em 5 de sentembro de 1997 em Calcutá na Índia. Em 2003, foi beatificada pelo Papa João Paulo II e em 04 de setembro de 2016 foi canonizada pelo Papa Francisco.

Filhas de pais albaneses, possuia somente um irmão e uma irmã. Vinculada a igreja Católica, fez os seus primeiros votos aos 18 anos nas Irmãs Nossa Senhora do Loreto, na Irlanda, local onde viveu pouco tempo. Foi lá que recebeu o nome de Teresa, como a sua padroeira, Santa Teresinha de Lisieux. Porém, foi na Índia, na cidade de Calcutá, que ela fez os seus votos de obediência, pobreza e castidade e a partir desta época que passou a ser chamada de Madre Teresa.

Abandonou o convento e começou um trabalho missionário, através da Congregação  Missionárias da Caridade, que se estendeu pelos países como Albânia, Itália,  Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Austrália, Bangladesh, Estados Unidos da América, Ceilão, antiga União Soviética e China.

O seu trabalho consistia em ajudar aos pobres e doentes, morou nas favelas indianas e a partir da década de 50 trabalhou na construção de locais de acolhimento, hospitais e escolas para pessoas carentes.

A beatificação de Madre Teresa ocorreu em decorrência do reconhecimento do seu primeiro milagre: a cura de um tumor abdominal da indiana Monica Besra e a sua canonização em decorrência do seu segundo milagre: a cura de tumores no cérebro no brasileiro Marcílio Haddad Andrino.

Não obstante este trabalho árduo, de abster-se em viver uma vida para si e sim servir unicamente ao próximo, Madre Terezá de Calcutá foi vítima de duras críticas. Sim, ela teve que lidar com críticas severas e muitas pessoas foram contra a sua beatificação e canonização. Os argumentos eram diversos, dentre eles destaco: “…sua organização fornecia ajuda abaixo dos padrões e possuía como interesse primário a conversão de pessoas à beira da morte para o Catolicismo. Além disso, afirmam que Madre Teresa teria usado as doações que recebeu para atividades missionárias em outros lugares, em vez de gastar na melhoria do padrão de ajuda médica de sua fundação.”

Então, eu pergunto: afinal, qual seria a vaidade de Madre Teresa de Calcutá?

Para refletirmos acerca dessa demanda, gostaria de deixar bem claro que não estou abordando o tema do ponto de vista da religião, não nos interessa nessa reflexão a que grupo ela pertenceu ou que tipo de fé ela comungou, gostaríamos que focássemos apenas no Ser humano. Somente no Ser humano!

Ela acordava às 04:30 da manhã, com suas vestes simples e passava o dia inteiro cuidando dos pobres. Não usava maquiagem, roupas de marca, não possuia carro. A sua peregrinação era diária e a pé, não visitava academias, para ficar “Fit” e aguentar carregar os enfermos, não tinha hora de almoço, nem pertencia a nenhum sindicato para reivindicar os seus  direitos trabalhistas. Não tinha nenhuma titulação acadêmica. Não possui nenhum patrimônio, não tinha previdência privada e nem seguro de vida, não gozava férias, não bancava financeiramente a família e nenhum parente. Não frequentava festas e nem baladas. Não curtia o Carnaval, São João ou micaretas.

E agora, pasmem… nunca usou botox, pois nunca se preocupou com a aparência física. Não possuía celular, por isso não fazia “lives nas redes sociais” quando fazia o bem… coisa que acontecia a toda hora do seu dia! Também não espalhava os seus feitos nos quatro cantos das Cidades.

Poderia levar dias enumerando tudo que ela não fazia, mas tudo que ela fazia, é muito maior que tudo isso: ELA AMAVA O PRÓXIMO, conforme Jesus nos ensinou.

É por isso que incomodava tanto e que mereceu tantas críticas! É por isso que olhavam para ela através da religião e nunca através do amor que ela pregava. Focaram nas suas fraquezas humanas, quando estava no seu momento de “escuridão espiritual.” Mas mesmo assim ela só nos ensinou a perdoar, amar e sermos gentis. Então, renovo a pergunta: qual seria a vaidade de Madre Tereza de Calcutá? E eu lhe repondo: o amor fraterno, genuíno… de Jesus!

Para todos os nossos dias, desejo que essa vaidade “absurda” nos contagie e que sejamos criticados somente por excesso desse tipo de sentimento devastador que o AMOR!

Finalizo com a frase dessa pessoa simples e incrível:

O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso. ” – Madre Teresa de Calcutá




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