Amar nunca sai de moda!

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Apesar do galopante avanço das modernidades que favorece um crescente materialismo que se firma na sociedade, por mais que rotulem de caretas os que seguem certos padrões, ainda que professem nos quatro cantos do mundo que o “modus vivendi” dos conservadores esteja ultrapassado, é inútil contradizer que o modelo sentimentalista entre homem e mulher mantém-se quase que inalterado geração após geração.



No máximo podem ter ocorrido algumas adaptações mais compatíveis com o estilo de vida moderno.

Tais afirmações podem ser constatadas quando observamos fatos e feitos muito próximos de nós. As evidências relacionadas ao sentimentalismo romântico estão por toda parte

Por exemplo, em qualquer tempo, as letras das canções, seja em que idioma for, têm na sua maioria o amor e as paixões como temas, independente do estilo musical, sempre encontram novas formas de harmonizar as palavras, sejam nas antigas e clássicas melodias, sejam nos novos ritmos que vêm surgindo

Muitos hábitos se remodelaram em virtude da mudança do estilo de vida que as inovações obrigaram. Pode se dizer que por ter passado por tanta metamorfose o amor romântico perdeu algo de sua propriedade original, mas ele continua atual.


Ainda hoje, embora tenham surgido tantas novidades eletrônicas, na era da cibernética, as emissoras de televisão ainda apostam no sucesso e na audiência das telenovelas onde tramas diversas se desenvolvem, porém o tema central é sempre uma estória de amor.

As milionárias produções cinematográficas hollywoodianas também apostam seus dólares nos enredos, cuja grande maioria conduz narrativas onde o tema amoroso é merecedor de destaque em grandes produções, como no passado, no tempo dos filmes clássicos assim como hoje em dia nas exibições repletas de efeitos cibernéticos.

Escritores contemporâneos tanto quanto os poetas do Romantismo tecem ou teceram seus textos, não raramente, seja em prosa ou verso, proclamando o amor entre os pares.

Diante de tantas constatações, de evidências tão reais, por mais que se incline para a banalização dos sentimentos, não é possível ao ser humano fugir de sua sina natural, instintiva e primária da necessidade de amar e ser amado, de viver um amor romântico, sendo esse comportamento cultivado desde os primórdios.


Se analisado de forma racional, já que preservado através dos tempos, essa necessidade deve ser entendida como uma questão de sobrevivência.

Não se trata de um instinto de preservação da espécie, da procriação propriamente dita, mas da necessidade de afeto encerrada no íntimo de cada indivíduo.

Face às evidências, levanta se a questão do que então levaria alguns exemplares da raça humana a esquivar se do amor romântico, com discursos modernistas carregados de preconceitos como se amar e viver o romantismo fosse uma postura retrógrada e ultrapassada.

Esse antagonismo demonstra que o homem está se aplicando em negar seu centro, sua base, suas necessidades essenciais, tentando transmutar se em um ser lógico, integralmente racional certo de que caminha para a evolução da espécie sem se dar conta de que está indo rumo a trajetória inversa, pois que todas as suas faculdades intelectuais, motoras, emocionais, espirituais, a consciência de si, a percepção dos sentimentos é o que o diferencia de todos os outros seres e por esta razão supõe se que se tornar exageradamente lógico seria ao contrário de evoluir, seria o retrocesso.

Mesmo vivendo em um mundo cada vez mais materialista, numa busca desenfreada pelo sucesso econômico, pelo consumo compulsivo, é impossível negar que a massificada maioria humana vive atrás do tal romantismo amoroso.

Chega a ser um paradoxo, afinal vivemos uma realidade bem diferente. Corremos numa direção, mas o amor está em outra.

Devemos continuar “caindo de amores” mesmo que isso possa parecer retrocesso, como uma recaída contrária a toda essa individualidade descompromissada que teima em nos transformar em seres insensíveis e fúteis.

“Tão bom morrer de amor e continuar vivendo” (Mário Quintana)

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