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Ame mais e ame você!

Para embalar a leitura deste texto, sugiro você ouvir: Bonfire Heart (James Blunt)



No poema “As sem razões do Amor”, do incrível poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, ele fala de amor como estado de graça, sentimento que foge a regulamentos e a explicações: “eu te amo porque te amo”. São versos marcantes e conhecidos falando de amor a alguém.

Quando surge a expressão amar, é mais fácil relacionarmos com o externo, com alguém que está ao lado e promove felicidade. Mas o amor também precisa, essencialmente, olhar para o interior. Você consegue acolher a si mesmo? Tratar a si mesmo com a mesma intensidade e acolhimento direcionados a outras pessoas?

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“Ama teu próximo, como a ti mesmo” é citado duas vezes no livro sagrado cristão, no velho e no novo testamento. Incentiva amarmos o outro, mesmo que pense diferente, mesmo que se comporte ou vista diferente do que achamos bonito ou adequado. É também um convite a olharmos para nós mesmos. Quem ama a si próprio com ternura, também vai entender melhor suas limitações e a buscar vencer limites, cuidando do que considera essencial. Este exercício interno vai favorecer depois, quando se olha para fora e se compreende também o outro, substituindo a percepção acusatória para um olhar de entendimento e tolerância. Assim se instala um ciclo de harmonia.


Ao estarmos totalmente conscientes de nós mesmos, o ato de amor interno e externo vai ficando natural. E fica mais fácil estar feliz porque ninguém vai te fazer feliz, ou transformar a sua vida. Ao se cuidar, se amar, se respeitar e fazer girar toda esta energia de amor e positividade à sua volta, você passa a atrair pessoas com a mesma vibração. E vai se dissipando a ansiedade de promover momentos felizes, pois eles passam a `estar´ felizes naturalmente, diariamente.

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As sem razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade

 

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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