Ame primeiro, questione a sanidade do seu coração depois

Faz um tempão que você não se entrega, que você não confia, que você não acredita que tenha a sorte necessária para amar de novo. É, eu sei o quanto tudo isso pode ser difícil. Já estive no mesmo lugar que você está agora. Todo mundo passa por algo assim.

O medo de amar é um clique poderoso no coração. Uma vez que o interruptor de não se apegar está ligado, dificilmente alguém consegue mudar a sua direção. E não há nada que essa pessoa possa fazer, é uma questão interna. É um histórico emocional que só quem tem, entende.

Entendo quando você diz que reviver a sensação de amar assusta, apavora às vezes. Lógico, é totalmente sincero seguir nessa estrada. Passar pela experiência do começo, da descoberta dos defeitos e qualidades, das decepções, das brigas. Repetir esse ciclo comportamental é desgastante. Mas não precisa. Não precisa de forma alguma.

Porque amar não é largar de mão do racional, das expectativas e dos planos que você espera concretizar a partir do instante em que mergulha no amar de dois. É imprescindível para qualquer amar nutrir tais ambições. É um crescer junto, não?

Eu entendo quando você diz que é difícil e até dolorido enxergar emoções e gestos semelhantes numa outra pessoa. Não nasce do nada, não é prioridade para os outros do nada.

Eu sei, juro para você. Mas eu sei que dá mais medo nunca amar de novo e que isso pode trazer mais danos do que simplesmente ter medo de amar de novo.

Enfim, é com você. Sempre foi, sempre será. Só lhe faço um pedido: não seja a pessoa que diz da boca para fora que não quer mais saber de amar, que nenhum relacionamento tem como dar certo e que é uma completa perda de tempo ocupar a cabeça com isso.

Eu posso até concordar contigo na parte da cabeça. Não faz mesmo muito sentido ficar pensando em qualquer sentimento sem antes senti-lo.

Ame primeiro, questione a sanidade do seu coração depois.


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