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Amor é fonte, mas pode secar, depende de quem o rega

Amor e fonte mas pode secar depende de quem rega

O amor vem da nascente de água pura, de água corrente. É a fonte que nos nutre. Esse amor que é superpotente.



Brota da terra, surge de dentro da gente, é força purificadora, encantadora, desbravadora. Com o tempo, se não é cuidado, vira qualquer coisa menor que amizade, fica escasso, fica pouco, não enche nem um copo, e a gente fica com sede de amor.

É preciso desbravar, potencializar a correnteza, se não o amor pode virar desamor.

Amor é mar infinito em quem o sente, mas pode acabar para quem não sabe cuidar, para quem não sabe aproveitar toda energia que recebe nem sabe multiplicar para compartilhar.


Amor que só quer ser amado não é amor, é ego. Amor vem calmo e sereno, mas pode se transformar em um redemoinho confuso a ofuscar. No início é brisa, mas com o passar do tempo pode se transformar em poeira no ar.

Sentimento ao longo do tempo pode aumentar, tornar-se árvore frondosa e robusta, dar muitos frutos e sombra para quem se aproximar mas, dependendo de quem o viva, ao longo de um tempo, com atitudes mesquinhas e egoístas, ele pode se transformar em erva daninha e roubar toda energia que existe dentro da gente e minguar.

Amar é transformador para quem quer e sabe se transformar. Para muitos egoístas, pequenos, é um brinquedo, que eles podem brincar e quebrar, depois largar em qualquer lugar. Existem também os que não sabem amar.

Existe amor que invade, sem explicação, surge impetuosamente, lança-se na frente da gente.


Existe amor que chega de mansinho, com doses homeopáticas de carinho, vai crescendo à medida que o tempo vai passando.

Existe o amor avassalador, que começa com a paixão súbita e, se sobreviver, vai aos poucos se transformando em amor.

Pode acontecer de uma amizade se transformar em algo ainda maior; as confidências trocadas, o falar sem pudor para o amigo, vai aos poucos, sem perceber, transformando-se em amor.

Aviso para toda a gente: existe amor de verdade e existem derivados, existem até os genéricos, e existe o que não se transforma ao longo do tempo e o que nunca foi amor…


Há quem não aprendeu a amar ninguém, só ama a si próprio, não saiu do período da infância, está preso na fase de 5 anos, em que a criança só se percebe e acredita que todos à sua volta têm de amá-la, fazer suas vontades, atender às suas necessidades, mas ainda não entende que também precisa amar. Mas isso é o normal dessa fase da criança, não é normal no adulto.

No universo do amor, é bom prestar atenção e, se não tiver disposição, é melhor ir embora, então.

O que é totalmente contraindicado é o desrespeito, o desmazelo, o aprisionamento e a violência descabida que muitos chamam de amor.

O amor é livre, livre para amar seja quem for.


O amor tem delicadezas, códigos, nuanças, cheiros, encantos, linguagem própria, que só os amantes, os envolvidos, saberão desvendar, decifrar.

Sorrateira ou rapidamente, o amor toma conta da gente, muda toda a atmosfera. Muda a vida toda, se houver cuidado, se houver vontade, disposição para cuidar da nascente…

Para isso é preciso recolher os lixos do seu leito diariamente, para não poluir a água, para que a fonte possa fluir o seu curso, para não contaminar o que antes era limpo, claro, e cristalino.


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