ColunistasReflexão

Aos sobreviventes de 2020: que 2021 seja um ano curativo!

pexels matheus bertelli 3792581

Se você está lendo este texto, sinta-se abençoado, você é um sobrevivente do ano mais desafiador e intenso que já existiu.



Somos. Somos sobreviventes. Muitos de nós não saíram completamente inteiros, então não posso fazer como em todos os outros anos e desejar um 2021 pleno e sensacional. Mas o que eu posso e quero fazer é desejar que 2021 seja um ano curativo. Um ano reparador, reconstrutor, reconfortante, como colo de mãe.

Que seja um ano tranquilo, para que possamos juntar os nossos pedaços e, pela memória e honra dos que amamos e partiram na pandemia, possamos voltar a sorrir. E sem máscaras sociais e sem máscaras de tecido, para que reencontremos nossa fé, nos reconectemos com nossa essência e possamos sair da frequência do medo e da dor.

O calendário de 2020 está encerrado, mas com certeza suas marcas e lições irão perdurar…


Aos sobreviventes de 2020, quero dizer: não se esqueçam do que foi talvez o maior dos ensinamentos que vamos ter na vida: que ela, a vida, é tão linda e efêmera quanto o borbulhar do champanhe de hoje na taça do brinde.

Então, que a única certeza que temos é o agora e, se quisermos, de fato, ser, fazer, dizer ou estar, que façamos isso agora. Porque o depois é o sonho mais louco e ousado da humanidade. O “depois” pode não existir.

Aos sobreviventes do ano mais caótico para uns e mestre para outros tantos, quero pedir que revejam suas prioridades, suas urgências e necessidades, afinal, 2020 esfregou na cara de todos nós que nada é realmente tão urgente e necessário assim. Que podemos viver bem sem viajar a Paris, que conseguimos passar sem ir à manicure toda semana ou à balada todo sábado, mas que não vivemos bem sem o trivial, sem nossa família, sem uma mente sã, sem o café da tarde na casa dos pais, sem buscar nossos filhos na escola e receber aquele abraço tão gostoso.

O ano de 2020 deu para muita gente um presente impagável, mas que também pode ser uma maldição, como tudo na vida, depende de como aplicamos e a quem aplicamos: o tempo.


Não estávamos acostumados a tê-lo tão despretensiosamente sentado em nossas salas para um café, rindo do despertador que se cansou de tocar.

Então, sobreviventes, que tenhamos aprendido a gerenciar o tempo que nos é dado e que não mais o vendamos tão barato.

Porque, no fim das contas, a vida não se resume às fotos da viagem à Europa nem do carro novo que está na garagem ou ao “look do dia”.

No fim das contas, nossa breve passagem por este mundo se resume a como seremos lembrados, quantos sorrisos serão dados quando não estivermos mais aqui, quantos exemplos serão seguidos e passados, quanto amor oferecemos.


Esse é o maior legado.

Então, sobreviventes de 2020, façamos valer cada minuto daqui para a frente. Por nós, por quem amamos e por todos que nos amaram e agora mandam luz e amor lá de cima.

Às vezes, a melhor coisa a fazer é apenas silenciar e deixar que o tempo nos cure

Artigo Anterior

Você não precisa ser um super-humano, seja apenas você! O mundo agradece

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.