Apenas não fazer o mal é pouco. é preciso fazer o bem!

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Muitas situações tristes sobre as quais tomamos conhecimento, diariamente, leva-nos à indignação, mas essa revolta omissa e inerte não tem nenhuma utilidade efetiva.



Acomodados em nosso conforto não damos passo algum na direção de uma atitude tangível.

Tendemos a nos limitar no sentimentalismo vazio, expressar nossa comoção e lamentar a sorte de nossos semelhantes desventurados, postura essa, totalmente infrutífera.

Não obstante, não medimos esforços para apresentar justificativas que nos convençam da razão pela qual deixamos de fazer a parte que nos cabe. Justificativas que expliquem a nossa passividade, inércia e omissão.

Na verdade temos dificuldade em admitir que seja nosso egoísmo que nos paralisa, nos impede de caminharmos em direção a uma causa ou em auxílio de alguém.


Nossos próprios interesses são superiores à nossa compaixão, ao nosso sentido de solidariedade e empatia.

Muitas vezes nos sensibilizamos, pelo infortúnio alheio, cujo sentimento é de fato genuíno, mas não sendo transformados em atitudes, permanecendo na passividade, não apresentam utilidade alguma.

Até mesmo nos sentimos culpados, praticamos a autocobrança, ficamos apiedados diante do sofrimento alheio, porém, inutilmente, embora este sentimento possa ser um primeiro passo, não nos esforçamos para dar o passo seguinte que transformará intenção em ação.

Fico imaginando como tudo poderia ser bem diferente se cada um de nós tivesse uma diminuta atitude em relação ao bem do próximo ou que abraçasse de fato alguma causa, os problemas do mundo diminuiriam, haveria muito menos dor e sofrimento.


Outro subterfúgio que utilizamos é o de atribuir a responsabilidade de tudo a outros, aos governantes, por exemplo, pois essa postura alivia nossa consciência e podemos dizer : “eles não fazem nada”.

Estamos cansados de ouvir e repetir o discurso hipócrita do: “eu não tenho culpa disso, nada posso fazer”.

Há muito que se pode fazer, e não se trata apenas de obras materiais, muitas vezes, muito próximo de nós existe aquele que necessita unicamente de uma atenção, de um sorriso, do apoio em algum assunto que o aflige.

Há muitas formas de doação, de praticar o bem. Muitas maneiras de ser generoso. Um ato de compreensão, uma palavra amiga, um pouco de pão, uma vestimenta, um agasalho, um trabalho voluntário. Ações possíveis, pois tudo que é praticado e ofertado com sinceridade é de grande utilidade e auxílio.

Permanecer apenas nas intenções e nas palavras, demonstra que não estamos, de fato, preocupados com problemas que não nos atingem.

Podemos muito, seja em relação a um morador de rua, na associação do nosso bairro, sobre um animalzinho abandonado, ou simplesmente para uma colega triste, um vizinho em dificuldade, até mesmo uma denúncia por maus tratos de que tomamos conhecimento, mas nos omitimos, limitando-se aos sentimentos e às intenções.

E comum dizermos e ouvirmos: “não faço o bem, mas também não faço o mal”. A omissão em si é um grande mal.

Costumamos achar que o pouco que podemos fazer não traria qualquer resultado, mas isso é um grande equívoco ou talvez uma desculpa para não partir para a ação.

Gestos simples podem mudar o mundo próximo de nós, como uma pedra que quando atirada em um lago, propaga ondas que vão atingindo distancias maiores , refletindo adiante.

Temos que ser sinceros conosco mesmos, ou efetivamos nossas intenções ou admitamos que não estamos tão preocupados assim com o que acontece no mundo, desde que não nos atinja.

Contudo, agindo desta maneira, estaremos fugindo à nossa responsabilidade humanista e social, pois fazemos parte do mesmo mundo e de tudo que nele está contido, pois a terra nada mais é do que nosso lar superdimensionado.

Não fazer o mal ainda é pouco. : “É preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer. ” (Livro dos Espíritos – Allan Kardec)

Reflitamos!

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* Matéria atualizada em 14/08/2017 às 6:35






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