As coisas têm o valor que damos a elas!

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Essa é a analogia mais infantil que já fiz, mas vamos lá…



Quando eu era pequena, assisti à um episódio do Bob Esponja em que o Lula Molusco joga fora um papel de bala. O Bob vem correndo desesperado, pega o papel, e tenta devolver. Metade do episódio é o Bob tentando devolver o papel de bala e o Lula Molusco irritado, tentando convencê-lo de que ele tinha jogado fora e que não queria mais.

Sério! Até eu fiquei irritada com o Bob porque o Lula era enfático em dizer que o papel de bala era lixo.

Com muito custo o Bob desiste e pega o papel de bala para si. E para minha surpresa, e do Lula-Molusco (claro!) o Bob fez do papel de bala…


Um avião, um amigo imaginário, um pássaro, um carrinho, um barco, uma nave…

Levou o papel de bala para viajar, estudou com ele, e fez dele a coisa MAIS importante do mundo… O episódio termina com o Lula Molusco tentando desesperadamente recuperar aquilo que ele havia jogado fora.

Eu nunca esqueci.


Freud explica porque me lembrei disso hoje… Mas a verdade é que às vezes somos o Lula-Molusco, que despreza as coisas que poderiam ser grandes, caso nós aprendêssemos a olhar para elas com mais respeito e amor.

Às vezes somos o papel da bala, que alguém insiste em dizer que é lixo e joga fora, como se nosso amor não importasse e a nossa amizade pouco significasse, como se não fossemos nada…

E às vezes, encontramos um calça quadrada… Alguém que nos faz acreditar que somos especiais à nossa maneira. Alguém que nos encontre e olhe com mais amor do que somos capazes de nos enxergar…

“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante…” – Pequeno Príncipe

A verdade é que as coisas terão o valor que damos para elas…

Eu nunca me esqueci…

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