4min. de leitura

As desculpas de quem não está nem aí para você serão sempre criativas

“Os signos não combinam”, “perdi seu telefone” e “não estou pronto para um relacionamento agora” são apenas algumas das desculpas usadas por quem não quer assumir um relacionamento sério e gosta de deixar o outro em stand by para um futuro encontro casual.


As emoções são um tipo de energia mutável. Você pode utilizá-las de forma destrutiva ou construtiva e a escolha é toda sua. Você sempre poderá escolher entre o bem e o mal, entre o certo e o errado ou entre o cômodo e o novo. Isso explica o motivo pelo qual algumas pessoas relacionam-se sempre de forma errada, gerando traumas e consequências definitivas.

Por mais forte que você seja, é uma grande ilusão acreditar que o término de um relacionamento não traz sofrimento. Traz sim e traz muito, já que o rompimento da relação representa a perda de sonhos, cancelamentos de projetos e um golpe, muito bem dado, na autoestima do casal.

Dói saber que o outro perdeu o interesse. Dói deitar na cama sozinho. Dói planejar as férias sem uma companhia. Dói muito! Mas o lado bom disso é que, depois de toda dor, a aprendizagem prevalece e conseguimos ver além das feridas.


As pessoas precisam entender que o amor não é um fenômeno mágico que acontece conosco de uma hora para a outra e sem nenhum fundamento lógico.

Amor é logística, planejamento e afinidade e, por isso mesmo, não dá para insistir em relacionamentos rasos e acreditar nas desculpas criativas de quem não está nem aí para você.

As boas relações envolvem três estágios: o erótico, o sentimental e o racional. O erótico é o primeiro porque envolve “química”, atração e desejo. É o responsável por manter o relacionamento intenso e vivo. Já o estágio sentimental envolve carinho, respeito e reciprocidade. É aquele que aguenta o tranco da rotina, o mau humor de segunda-feira e os problemas do cotidiano. Por fim, temos o estágio racional que representa o equilíbrio, a inteligência e o autocontrole emocional (perceba que nenhum deles substitui a importância do outro e, por isso mesmo, devem ser mantidos em equilíbrio e constância).

Entende agora porque, quando um relacionamento acaba, nós nos sentimos culpados, tristes e desmotivados? O término envolve abalo na autoestima, visto que a química acabou; tristeza porque o sentimento não foi suficiente para levar o relacionamento adiante e desequilíbrio porque o racional ficou abalado com os sentimentos em desordem. Então, por hoje, apenas encare os términos como naturalidade.


Um dia, alguém vai chegar, fazer pouso e ficar. E daí, sim, você entenderá o motivo dos relacionamentos não terem dado certo até agora.


Direitos autorais da imagem de capa: Vinícius Costa/Pexels.


Gostou da nossa matéria? Clique aqui para assinar a nossa newsletter e receba mais conteúdos.



Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.