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Às vezes, o silêncio nos traz mais respostas do que quaisquer palavras

As vezes o silencio nos traz mais respostas do que quaisquer palavras

Talvez estejamos a todo momento buscando uma oportunidade de nos posicionar, de encontrar um tema para nossa existência, de rodar um trailer que sintetiza nossa vida e todos os momentos experimentados.



Sem perceber, sempre estamos tentando cravar no tempo uma história que resume o que sentimos, o que vivemos e tudo que encontramos pelo caminho. É natural que a gente se classifique, se reconstrua e tente encontrar um centro, um ponto de equilíbrio, que nos conforta e dá sentido à vida.

Mais importante que eternizar uma história é perpetuar nos anos nossos desejos de bondade, nossa marca de humanidade, que nos retiram do papel de protagonistas, mas nos aproximam de toda a teia que nos envolve.

Às vezes – e na maioria delas –, para que algo realmente perdure, é preciso ser apenas o viés que permite ligar e dar movimento aos eventos, ser o calar que responde mais que as palavras ditas e também ser o observar que remove tantas emoções e simplifica as ações.


Às vezes, precisamos nos retirar para sentir o que realmente merece se destacar.

É enlaçando dores e curas, flores e amarguras que tecemos nossa marca e vestimos nossas vidas. Nada é mais importante que ser verdadeiro e sincero consigo.

A gente carimba o tempo quando se apaixona pela própria vida mesmo tendo que se acostumar a ver as coisas nem sempre darem certo; quando deixamos a necessidade de colocar nossas conquistas na vitrine e decidimos apenas agradecer, com sorriso nos lábios e brilho nos olhos.

Nossa marca é aquela que conta sobre felicidade, que fala de verdade, mas que se despede com saudade. Nossa marca é aquela em que nos lembra do escuro, do aconchego do ninho, mas que também reprisa os voos e as turbulências pelo caminho. Porque se torna realmente eterno, aquilo que mora em mim e também faz parte de outras memórias, de outras pessoas, de outras histórias.


Talvez o sentido de nossa vida seja mostrar o sentido a outras, reunindo nossas expectativas humanas com os desapontamentos compatíveis, discordando de nossas certezas imaturas e conhecendo as mudanças cabíveis.

A gente encanta mesmo o mundo quando deixa de ser notável e passa a ser mais um, entre muitos, que experimenta a existência e todas as suas particularidades sem perder o apreço e a alegria de viver.

Só é eterno o que um dia se permitiu esquecer…


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