Até quando vais suportar o que não suportas?

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Há dias um grande amigo fez-me esta questão “Até quando vais suportar o que não suportas?”.



Não sei! Na realidade não sei mesmo. Adorava ter um género de aparelho que conseguisse medir o quanto consigo aguentar o que não suporto. Mas para quê?

Parece que temos sempre aquela capacidade estúpida de conseguir aguentar o que não devíamos de conseguir de todo. Aquela capacidade de “eu suporto mais um pouco”, “eu sou forte para aguentar”, “eu consigo”, “é só até ao fim do mês, até ao fim do ano…”, até ao fim do raio que o parta.

E assim aguentamos relações amorosas, de amizade, de trabalho e por aí afora. Relação que nos queimam a alma, que nos destroem, que não nos enriquecem nem nos fazem crescer e desenvolver. Relações que nos tiram a respiração, não porque são tão boas, mas porque são péssimas.


E aguentamos, aguentamos mais um pouco, porque criamos metas, e quando chegamos a essas metas estendemos mais um pouco. E sempre só mais um pouco.

E este é o grande mal do ser humano: aguentar aquilo que é insuportável.

Aguentar a faca a espetar, a rodar, a entrar mais um pouco e ainda mais, e quando sai volta a espetar noutro lado. E nós? Nós sorrimos, colocamos a capa de que está tudo bem, tudo a andar, e continuamos a fantasia pura, na máscara completa, do aguentar o que é insuportável.


E até quando aguentaremos? A questão deveria de ser: Porque é que aguentamos?

Parece que temos a necessidade parva de testar o nosso nível de sobrevivência, de dor, de tudo aquilo que não interessa nem sequer especular. Deveríamos sim testar quantos minutos conseguimos rir sem parar, quantos dias felizes temos por mês, quantos elogios damos e recebemos, quantos abraços apertados tivemos e demos, quantos beijos que nos tiraram a respiração, quantos calores subiram de ver alguém.

Deveríamos preocupar-nos em sermos felizes todos os dias, em sorrir mais, em ajudar mais, em dar mais, em sermos mais. Sermos mais amáveis e gentis conosco e com os outros, perdoarmos mais, estarmos mais, ficarmos mais, resolvermos mais.

Porque na realidade a vida não se tem de aguentar, tem sim de se viver.  Tem de sonhar, construir e realizar.

Se há algo para aguentar que sejam os beijos no pescoço que arrepiam, as gargalhadas que fazem doer a barriga, as pernas a tremer quando vemos a pessoa amada, a excitação de surpreender alguém, as lágrimas de felicidade.

Não suportes o insuportável. Suporta tudo aquilo que te faz bem, que te quer bem, que te ouve bem, que te sente bem, que te faz sentires-te tu na tua verdadeira essência.

Suporta e deixa ficar aquilo que faz o teu coração brilhar!

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