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Autenticidade: o último charme do mundo!

Eu era criança quando li ou ouvi em algum lugar a frase “Autenticidade: o último charme do mundo”.

Eu era muito jovem para entender o peso e o significado daquelas palavras; talvez nem soubesse ainda ao certo o significado de autenticidade, mas o fato é que a frase me marcou até hoje.



Alguns anos depois, mas não antes de passar maus bocados, como qualquer reles mortal, eu fui descobrindo o sentido da frase.

Numa busca rápida pela internet, os sinônimos de autêntico são: legítimo, original, verdadeiro e genuíno. Acho que agora fica um pouco mais fácil conversar sobre esse “último charme do mundo”.

Já reparou como os lugares, as pessoas e as situações parecem sempre as mesmas, ou ainda, que se repetem com certa frequência em nossa vida, sem espaço para o novo e para a surpresa?

O inesperado já não faz parte do nosso dia a dia, causa certo mal-estar diante de nossa agenda milimetricamente programada e da rigidez de nossos compromissos sociais, e é nessa rigidez toda que perdemos nossa autenticidade, sim, com letra maiúscula.

Quantas vezes não perdemos a coragem de fazer o que temos vontade apenas porque isso foge à regra ou porque teremos que resistir bravamente às reações de n pessoas?


E eu não falo de desconhecidos, mas daqueles que estão nos círculos mais próximos: família, amigos, trabalho. Se emocionalmente não nos sentimos fortes e nem merecedores da felicidade, fraquejamos ao menor sinal de contrariedade e abandonamos nosso direito à originalidade.

Por isso, as intempéries da vida nos assustam cada vez mais; não estamos abertos a pensar em soluções diferentes para os mesmos problemas, pois nos sentimos fracos emocionalmente e não acreditamos em nossa resiliência.


O resultado disso é que damos voltas e mais voltas, agindo da mesma forma e esperando resultados diferentes.

Quantas vezes continuamos em empregos que não suportamos, em relacionamentos desgastantes e abusivos, faculdades que de nada acrescentam, amizades que nos contaminam, apenas pelo medo da mudança?

Nossos cérebros funcionam diariamente na lei do menor esforço, e isso é importante até certo ponto para economia de energia física e mental, porém, torna-se rapidamente uma armadilha que nos impede de avançar na vida e alcançar patamares maiores de crescimento a nível emocional, financeiro, social, etc.

Autenticidade é ter coragem de se viver como quer, escolhendo a cada momento aquilo que é mais coerente com a sua verdade interior, a sua filosofia de vida.

Autêntico é aquele que tem coragem para viver conforme seus valores e concepções de vida e é principalmente aquele que aceita a mudança! Os sapatos que lhe serviam ontem, hoje podem já não servir mais.

Admita a mudança e aceite que as coisas mudam, inclusive você. Em um mundo onde poucos têm a coragem de demonstrar o que são, sentem e pensam, pois não sabem se posicionar de maneira plena e respeitosa, sem medos e amarras emocionais, aqueles que conseguem são como pássaros livres: causam espanto aos engaiolados, que apenas admiram os companheiros no céu.

Somente aquilo que está morto não muda e apenas os livres de espírito podem viver a mudança e a transitoriedade da vida de forma plena.

Apenas os autênticos se destacam da multidão e, quando o fazem, podem, de alguma forma, permitir que todos expressem sua originalidade. 

E você? Está sendo autêntico hoje?

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Direitos autorais da imagem de capa: tan4ikk / 123RF Imagens

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