Baile da vida…

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Nos últimos anos, fiz as pazes com a ideia da morte. Sei lá! Uma vez inevitável, peguei-me pensando como eu gostaria de viver até esse dia e que tipo de sentimentos gostaria de ter quanto ele chegasse.



Eu quero ter a sensação de quem estava numa festa e assim, fecho os olhos para imaginá-la:

“Que lugar lindo!  A comida está deliciosa e a banda acerta em cheio minha seleção favorita.
Estou usando meu vestido predileto:  um godê longo bem rodado.

Danço com o moço mais incrível da festa e, por acaso, casei-me com ele!

As crianças correm pelo salão. Os amigos passam sorrindo e, num empurra-empurra, alguém me derruba no chão algumas vezes.  Normal de festa. Sempre me levanto. Vejo-me dançando descalça. Que delícia! Sinal que está tudo perfeito mesmo!


Num passe de mágica as crianças da festa crescem e o ritmo da música fica mais acelerado.
Olho em volta e vejo alguns poucos amigos queridos.  E os outros? Estão indo embora.

Tento negociar: Fiquem!  Nem sempre ficam…

Agora a música mudou bastante.  Meu vestido, talvez um pouco fora de moda, destoa dos demais e começo a bocejar. Sento-me e tento conversar com alguns jovens. Engraçado, eu me sinto um pouco deslocada, mas feliz em ver animação deles.


Um soninho bom daqueles de quem se divertiu demais, mas quer voltar para casa…”

Abro os olhos. Que sensação maravilhosa! É assim que imagino e que desejo para mim e para você.

Que a festa da vida seja tão incrível que o final, seja apenas um merecido descanso.

Com carinho,

Nane Feliciano

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Direitos autorais da imagem de capa: akz / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 25/11/2017 às 5:18






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