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A batida do tempo…

Aquele momento em que você acorda e o cérebro pega na partida, mas avisa, delicadamente: hoje é domingo.



Imediatamente o mundo se faz slow motion de dentro para fora, e todas as coisas, e as circunstâncias voltam a dormir de novo, enquanto o cérebro entra no modo repouso, um estado intermediário entre acordado e dormindo.

O tempo parece não sincronizar com nenhum relógio da terra. Repousamos uma hora, sem estarmos dormindo, e quando despertamos de um sono que não existiu, imaginamos que se passaram 5 minutos, mas o relógio marca 60.

Onde ficou a diferença entre o tempo real e o tempo imaginário? Em que dimensão gastamos esse tempo? Dormindo não estávamos, acordados muito menos.

Estávamos no país da realidade psíquica que está situado dentro de nós. Se a nossa realidade psíquica estiver tranquila, o slow motion pode durar horas, mas se a nossa realidade psíquica estiver ligada no 220, ele se dissolve rapidamente como a neblina se dissolve ao calor do sol.


É por isso que nas segundas-feiras não há slow motion. Mesmo que acordemos meia hora antes e tentemos entrar no modo repouso, não conseguiremos.

O tempo é igual para todos, dentro e fora de nós, mas bate diferente para cada um de nós.


Quando estamos felizes, as horas voam. Quando estamos tristes, ou aborrecidos, as horas não passam.

Quer saber se gosta de um trabalho ou da profissão que abraçou? Observe como é a batida do tempo para você, no local de trabalho.

Quer saber se está amando uma pessoa? Observe como é a batida do tempo para você, ao lado da pessoa.


Quer saber se está na igreja certa, no ministério que corresponde às suas necessidades espirituais? Observe como é a batida do tempo para você, durante os ofícios e as celebrações.

Quer saber se você está feliz? Observe como é a batida do tempo dos seus dias.

Pessoas felizes farão a seguinte observação: “os meus dias voam.”


Pessoas tristes farão esta outra observação:  “os meus dias são longos, mas os meus anos passam muito depressa.”

A ausência de sincronicidade entre dias e anos, revela uma vida de tédio e uma preocupação com o término da existência terrena sem realização pessoal.

Quem preenche as suas horas adequadamente não se preocupa com a passagem do tempo, porque o está gastando de maneira viva e envolvente.

Quem não preenche as suas horas adequadamente observa o tempo escoando na ampulheta e se angustia, não porque vai acabar, mas por não ter proporcionado a si mesmo a satisfação de viver.

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