Benefícios de ser resiliente…

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“Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!! – ” William Shakespeare



Como saber se somos resilientes ou não?

Primeiro precisamos saber o que é a resiliência, para podermos identificar se somos ou não e, para decidirmos se queremos ser ou não. Então vamos lá!

Na física, resiliência significa a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido uma pressão.

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Já, as ciências humanas utilizam este termo para qualificar a capacidade de um indivíduo em manter uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, a capacidade do indivíduo de sobrepor-se e construir-se positivamente frente às adversidades. É a habilidade de superar crises e adversidades sem adoecer.

A pessoa resiliente não se abate facilmente, não culpa os outros pelos seus fracassos e tem um humor invejável, ou seja, não é vítima. A pessoa que possui resiliência desenvolve a capacidade de recuperar-se e moldar-se novamente a cada obstáculo, a cada desafio que enfrenta.

Considerando nosso dia-a-dia, observamos que, quanto mais resiliente nós formos, mais desenvolvimento pessoal e profissional será alcançado. De acordo com o consultor Carmello, autor do livro “Supere: a arte de lidar com as adversidades”, 80% das pessoas têm suas competências reduzidas quando passam por situações adversas, por isso é fundamental sabermos lidar de forma inteligente com as pressões a fim de que o nosso desempenho não caia.


A resiliência é, atualmente, uma das competências mais valorizadas no ambiente corporativo, além de ser imprescindível para nosso processo de metamorfose, de evolução, de crescimento.

As pessoas resilientes normalmente não adoecem, pois conseguem encontrar estilos de vida que lhes fornecem objetivos, significados e que conseguem satisfazer suas necessidades de forma geral. A doença em muitos casos é uma expressão inconsciente de um dilema pessoal, podendo ser utilizada consciente ou inconscientemente como forma de manipulação por parte da pessoa que quer atenção, ou que quer justificar um mau desempenho, entre outros fatores. Ela pode representar um alívio temporário útil, mas é prejudicial quando queremos ser protagonistas da nossa própria história de vida.

Um ponto positivo é que a resiliência não é um traço de caráter hereditário que temos ou não temos, é sim, uma conquista pessoal, ou seja, qualquer um de nós, mortais, pode desenvolvê-la. Excelente notícia, não é?

Agora que você já sabe se é ou não resiliente, deve estar se perguntando, mas como desenvolver? Já vamos ver. Primeiro vamos a uma história real de resiliência próxima de nossa realidade que é a de Roberto Vasconcellos, hoje conhecido como Roberto Vascon, empresário e designer de bolsas e sapatos. Roberto veio de família humilde, andava descalço, morava na favela, tinha quatro irmãos e mãe viúva. Começou com cinco anos a trabalhar vendendo tempero e ferro-velho no interior de Minas Gerais e, aos doze anos (após a morte do pai que era alcoólatra) foi viver nas ruas da capital mineira. Um dia, sentado em uma praça, conheceu um senhor e uma moça, que eram figuras de destaque do Teatro Municipal e, Roberto foi aprender ballet clássico com eles. Passados alguns anos, ele decidiu que iria morar no Rio de Janeiro e iniciou a vida lá como limpador de carros.

Novas experiências foram adquiridas, foi vendedor de macaquinhos de pelúcia nos sinais, vendedor de móveis e de loja fashion masculina, onde foi considerado o melhor vendedor da loja ele. Mas sentia falta de falar inglês para vender melhor, então, resolveu ir para Nova York e enfrentar uma nova etapa na vida. Lá viveu como homeless (sem teto) em pleno Central Park, vendia “pets”, varria a neve, para sustentar-se e, devido à simpatia foi contratado como funcionário de uma loja.

Um dia, sonhou com bolsas voando e comprou linha, couro e agulha, começando a confecção manual de bolsas. A primeira a descobrir as bolsas foi uma jornalista do New York Times. Roberto vendia as bolsas coloridas em pé, em pleno Central Park. Ela comprou todas as bolsas. Roberto alugou uma máquina de costura para fabricar um número maior de bolsas e expandiu o negócio. O diretor de um grupo japonês comprou a marca Roberto Vascon, e tempos depois, a empresa faliu e Roberto Vascon readquiriu a marca e continuou perseguindo seus sonhos.

Esta história real e, tantas outras, mostram como a resiliência é fundamental para conseguir alcançar os nossos sonhos, nossas metas, nossos objetivos. Se nos deixamos abater pelo negativismo, pela frustração, não conseguimos concretizar os sonhos, ou concretizamos, mas não aproveitamos ou não damos continuidade.


Vamos ver algumas características que facilitam a vida da gente para conseguirmos desenvolver a resiliência:

– Positividade – Fé – Disciplina

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E agora, veja algumas atitudes que devemos ter para desenvolver a resiliência:

-Construir e mentalizar, com frequência, seu projeto de vida, suas metas e seus objetivos.
-Estimular métodos de relaxamento e meditação em sua vida.
-Praticar algum tipo de exercício físico para aumentar endorfinas.
-Manter sua casa e o ambiente arrumados, bem como a convivência harmoniosa para ter um “porto seguro” ao chegar em casa e buscar resgatar sua energia para o dia seguinte.
-Ser mais otimista e arriscar-se mais.
-Cultivar a criança interna.

Vamos começar a desenvolver a resiliência?

Com certeza vale a pena!

Grande abraço!

Isabel

“A resiliência não se limita à superação de obstáculos. O sujeito resiliente é capaz de transformar problemas em trampolins para o seu desenvolvimento. Trata-se de viver a experiência transcendental do renascer das amarras da adversidade. Porém, não na condição de vitimizados, mas enriquecidos pela experiência do sofrimento”. George Souza Barbosa

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