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Cale sua mente. Siga o que sente!

Passei por uma situação bem complicada recentemente. Circunstância a qual me fez tomar uma decisão dolorosa através da sensata razão. Sim…fui obrigada a ser contra as vontades do meu coração.



Fiquei dias agarrada ao meu amigo silêncio. Somente ele conseguiu consolar meus escondidos prantos.

Em meio ao desalento…observava a janela entreaberta defronte à minha escrivaninha – na qual regurgitavam palavras mudas sobre o papel – e sentia a força do vento sobre as árvores num dia plenamente nublado.

Não conseguia ouvir o cantar dos pássaros, somente o uivar do vento passando pela fresta da minha janela. E diante de poucos minutos…sem escrever coisa alguma…estagnada diante daquela visão do movimento singular da natureza…um raciocínio simples e lógico permeou minha mente e atingiu meu coração fazendo-me escorrer lágrimas sobre minha face. “Como não havia percebido isto antes?” Interpelei-me em pensamentos.


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– Claro Izabella! Você só pensava e não sentia! – respondi para mim mesma em voz alta!

Descobri uma verdade que me devastou por dentro: Nossa mente é uma tremenda idiota! Cheia de crenças, medos e autopunições. Ela só pensa e não sente! Tenta o tempo todo nos manipular para não corrermos riscos. Ela quer a todo custo nos proteger de sofrimentos possíveis. Já a natureza e os animais irracionais só sentem e nunca pensam! A flora, por exemplo, é abençoada pelo sol.


Entretanto, em algumas regiões o próprio “rei luminoso” chega até ressecá-la. Em outros momentos, a chuva dá vida ao seu verde, mas também em grandes quantidades a encharca e a destrói. E mesmo assim, os vegetais não se desesperam por nada! Eles acolhem o instante “difícil” com incrível resiliência…recompondo-se dia a dia. Os animais irracionais, sua única comunicação com o homem é através do coração.

Eles nos ensinam que amor é doação…que amor não significa sofrimento…que mesmo demasiado não cansa e que não se altera com as mudanças de humor do ser amado. Diante deste parágrafo, creio que algumas pessoas podem me indagar neste instante: “Sim…isto pode ser bem aplicável aos animais domésticos, mas… e os animais selvagens?” E eu as respondo sem sombra de dúvidas: O instinto selvagem já é algo intrínseco destes animais e eles vivem em total equilíbrio com o ecossistema.

Ser selvagem não significa dizer que não possui sentimento. Eles reagem como sua natureza permite reagir! No entanto, quando um coração bom se aproxima deles…desarmam-se por completos, pois os mesmos conseguem sentir a força magnética do amor que vaza de dentro do ser que os cativa.


Diante de tal revelação silenciosa, também me interroguei: Quantos de nós somos presos a este “pai” razão que nos condena quando o desobedecemos – como filhos rebeldes – para seguirmos o próprio coração? Imaginem quantos amores verdadeiros foram desperdiçados porque esse “pai protetor” nos colocou medo de sentirmos a grandiosidade do amor?

Por que será que quando estamos em contato com a natureza e toda a vida ao redor que a mesma carrega, sentimos uma sensação plena de equilíbrio e paz? E esta pergunta faço questão de responder: A natureza e os animais regem suas vidas através do coração…do que sentem! E sentimentos para eles é harmonia e placidez!

Somente agora entendi que a nossa mente nos ludibria demais e tira o nosso sossego com seus pensamentos turbulentos com a intenção injusta e inconsciente de nos escudar. Já os nossos sentimentos – cheios de emoções – são puros e serenos.


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Portanto, de agora por diante…quero só ouvir meu sábio coração…quero só sentir e nada mais! Porque VIVER É SENTIR! Que eu cale para sempre a minha mente e siga o que sinto!


As opiniões se dividem, mas a verdade é que todos queremos um amor…

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