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Carência: ela faz você gastar sua energia com pessoas que jamais deveria

Não existe antídoto contra a carência, mas existe um ótimo aliado contra ela: o autoamor.



A gente lida com tantos sentimentos no dia a dia, um turbilhão deles ao mesmo tempo, que muitas vezes cai em armadilhas que podem ser dolorosas demais. Dentre todas as armadilhas que nosso emocional cria, quando não está equilibrado, para mim, a pior delas é a carência. Ninguém está livre de esbarrar com ela, e ter esbarrado com ela, alguma vez, não significa que não acontecerá de novo, infelizmente.

Não existe antídoto, mas existe um ótimo aliado contra ela, e todas aquelas minhocas sanguinárias que ficam rondando nossos pensamentos quando estamos em momentos frágeis, e ele se chama autoamor.

Como eu sempre digo, esse tal de autoamor ainda vai curar e salvar o mundo, tenho muita certeza disso.


Ele é aquele amigo com quem você pode e deve andar o tempo todo, não faz mal algum e não enjoa, na verdade quanto mais o sentimos por perto, mais fácil fica a forma de lidar com tudo o que, de alguma maneira, parece impossível.

Voltando a falar da “bendita”, eu a comparo àquelas amigas da onça, àquelas amigas que querem tudo para nós, menos o nosso bem, sabe? A carência é aquela amiga que fala para você que não tem problema nenhum você beber mais um pouco — quando você nem andar consegue mais —, porque você tem de curtir mesmo a vida, mas que quando você chega colocando os bofes para fora, ela larga você lá e sai toda serelepe (e sóbria, porque ela não bebeu).

A carência é aquela amiga que finge torcer por você, que finge estar feliz com as suas conquistas, mas que, por dentro, se pergunta por que você consegue as coisas e ela não. Ela é aquela amiga que, quando vê você num relacionamento feliz, com alguém que a respeita e lhe faz bem, fica lhe falando como era mais legal quando você estava solteira e que a vida é curta demais para se “prender” a alguém… E, quando você dá o primeiro mole, ela é a primeira a entrar na fila como candidata a nova parceira do seu — agora — ex par.

A carência, nem de longe, é a sua amiga (como todos esses tipos que citei acima), ela é a sua pior e maior inimiga, ela faz com que você, muitas vezes, limpe o filtro amigo que sabe exatamente o que e quem você merece ter ao seu lado, aquilo que você não quer mais para a sua vida.


Muito cuidado com essa bandida, ela faz você aceitar e dividir momentos e energia com pessoas que jamais deveria sequer ter conhecido.

É aquele tipo de amiga que cega você para as coisas boas e abre seus olhos e empurra-a para tudo aquilo que ela sabe que vai machucar você, mas floreia as plantas mortas para que você as veja como lindas e vivas, maquiando e potencializando tudo.

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Amor: Tivadar Gelner/123RF Imagens.


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