6min. de leitura

Chega um momento em que você precisa deixar de gostar do outro, mesmo amando-o

Eu sei que não parece fazer muito sentido deixar de gostar de quem amamos, mas é possível.


E não estou falando de odiar, falo de deixar de sofrer. Mas como isso é possível? Parece tão estranho não gostar de quem amamos…

Gostar x amar

Apesar de parecer paradoxal, amar e gostar são sinônimos independentes. Você gosta das coisas que lhe proporcionam satisfação, bem-estar e prazer, mas o amor está além de nossas vontades, você ama sem propósito ou intenção. Simplesmente acontece.

O que pega é esse gostar, que vem cheio de desejos e necessidades, que envolve seu orgulho, seu ego e inúmeros sentimentos ligados à sua personalidade, como o egoísmo. “Eu quero que me pertença e não admito não ter aquilo que tanto amo.”


Ao gostar de alguém, essas características se acentuam e exigimos reciprocidade que, se não atendida, vira frustração e dor, a famosa “sofrência”. O amor é genuíno, sentimento mais brando, quase que uma filosofia hippie“Amo, por isso permito que seja livre.”

Então, como podemos deixar de gostar de quem amamos? Lembre-se: um dia de cada vez, nalguns dias dói mais; noutros, menos.


Dicas para impulsionar a superação

Preparei para você seis dicas que, por experiência própria, me ajudaram a superar algo que não era possível naquele momento, elas proporcionarão a você uma visão melhor da situação. Confira-as:

1. Resgate sua identidade

Quem você era antes desse relacionamento? Do que você gostava? O que deixou de ser ou fazer depois que passou a gostar desse alguém? Quem você quer ser ou está tentando ser para que o outro o queira? Aproveite e resgate sua essência deixada para trás na esperança que alguém o faça feliz.


2. Identifique o que o atraiu e reflita sobre isso

Por que o outro despertou em você esses sentimentos? O que o faz querer estar próximo dele? Será que o outro lhe proporciona sensações que você deixou de sentir ou viver por algum motivo? O que o encanta no outro? Quem ele é realmente?


3. Observe as atitudes do outro

Por mais apaixonados que estejamos e com a cabeça nas nuvens, é preciso manter os pés no chão. Para que não se torne um amor platônico, é fundamental haver clareza sobre como o outro age diante dos sentimentos expostos. Ele o respeita? Ele deixa claras as suas intenções? Ele lhe retribui uma ação ou gesto? Esse reconhecimento de atitudes proporciona segurança na tomada de decisão em relação aos próximos passos.


4. Encare a realidade

Não é o momento? O outro deixou claro que não o quer? Você não pode seguir adiante com isso? Então, deixe ir e vá procurar o que é possível, o que o faz feliz. Vá atrás do que lhe proporciona paz de espírito, alegria, leveza. Pare de insistir naquilo que não é retribuído de forma natural. Liberte ou outro da sua prisão emocional.


5. Não se apegue a memórias

Foi bom? Foi intenso e incrível? Ótimo! Lembre-se das sensações, mas não atribua ao outro a responsabilidade pela sua felicidade. Tudo o que você sentiu fez parte do que você viveu, logo, é responsabilidade sua. Você se permitiu, você viveu, você sentiu.


6. Aproveite para se conhecer

É na dor que amadurecemos, nos piores momentos da nossa vida é quando temos a oportunidade de nos conhecer profundamente, quando nossas fraquezas estão totalmente expostas e estamos vulneráveis ao sofrimento. Nessa fase, você tem a oportunidade de conhecer o seu pior, mas também é o momento perfeito para testar sua força, procurar seu equilíbrio e se reestruturar em todos os sentidos. Aliás, o fundo do poço é o melhor lugar para pegar impulso e voar, redescobrir-se, reinventar-se e seguir o seu caminho independente do outro.

Abstinência do outro

A Psicologia diz que a dor de um término de relacionamento pode causar dores físicas e ser comparada à de luto por morte tendo em vista a sua intensidade. O amor atinge as mesmas áreas do cérebro ligadas ao vício em substâncias químicas, como drogas e álcool, ou seja, desperta necessidade fisiológica no ser humano. Por isso, quando um relacionamento termina, as sensações podem ser comparadas às de abstinência do vício.

Portanto, deixar de gostar de alguém que amamos não é tarefa fácil, mas pode ser mais saudável com atitudes, disciplina diária e constante para sua reconstrução como um ser individual e merecedor da felicidade plena.

Cuide de você como cuidaria daquela pessoa que tanto ama. Em resumo, libere a dor e vá ser feliz!

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.