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Como posso sentir falta de algo que me fez tão mal?

Qual é o segredo ou o feitiço que faz com que isso aconteça? Como posso sentir falta de algo que me fez tão mal? Não faz sentido. – ela pensa.

Compreendo essa situação que você vive. Muitas vezes, os relacionamentos ainda estavam recentes, de um a dois anos. Ainda havia paixão. Outros, supostamente mais maduros e sólidos, com 7 anos, por aí. Já estava acostumada.



Não importa o tempo, a realidade vem e bate na cara. Um soco, um desprezo, um objeto lançado na direção do rosto. Chute na barriga. E dói.

“Dói porque amo. Dói porque dói. Porque bate, estala, embala. Porque é intenso, louco, diferente, nosso. Sinto saudades”.

Não sei o que você viveu ou vive, mas esse amor não é saudável. Ou é? – pense comigo. Você quer sair dele ou não quer?

Fere algo em você e você não se reconhece mais? Ou é excitante, tranquilo e você consegue lidar bem com isso? Acho mais fácil que seja a primeira opção. Você não se considera forte o suficiente para sair dessa. Você já foi muito anulada.


Ao meu ver de psicóloga é importante reencontrar o amor-próprio nessas situações, que já se perdeu algumas agressões atrás.

O ideal? Eu concordo que seria incrível que todo agressor reconhecesse seu medo e ódio mal canalizados e buscasse ajuda psicológica. Encontrar o amor novamente ou pela primeira vez. Ele que teve num lar conturbado, confuso, sem infância ou sem adulto perto, ou sem algo dentro ou fora. Injustiça. Algo mexe lá dentro e quer sair. E quando não há, há vazio, superficialidade.

Ele quer algo que preenchesse. E esse algo não vem, vem a raiva no lugar. Vontade de explodir que explode no outro. Fere. Machuca. “Eu me machuco e ao outro também. Sou mal, não presto, não valho nada”.


São óculos negativos que tapam estes olhos. Faltam novas visões que permitam enxergar um brilho, o horizonte, a luz no fim do túnel.

Algo que dói dentro e machuco fora. Dentro e fora, nem sei mais o que é.

Resolver? E tem como? Tem sim, a moça lá disse que psicólogo ajuda a gerir melhor seus sentimentos. Aceitar isso, perdoar aquilo, transformar o que precisar, acho que estou entendendo.

E é possível viver o amor ainda depois disso, é? Se você ama e quer mudar, mude. Não com palavras, mas com atitudes.

O amor está aí dentro embalado nesse medo ou raiva que dominam. Que tal descobrir? Dê o primeiro passo.


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 514194

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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