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Como você quer ser lembrado? – aqui se planta, aqui se colhe!

Ao assistir a palestra do professor e filósofo Mário Sérgio Cortella,  questionei-me e continuo a me questionar com esta pergunta : “ Qual é sua obra?” Pois, então, quais têm sido nossas obras? O que tem sido nossas vidas? O que estamos construindo?



Não é à toa que a máxima que todos nós conhecemos,  “aqui se planta, aqui se colhe” é bem verdadeira, pois tudo o que fazemos  nessa terra acarretará consequências,sendo boas ou ruins para nós e/ou para quem nos rodeia.

Mas, obviamente, os questionamentos também abarcam todos os caminhos que escolhemos e decisões que tomamos sobre tudo, porque afinal não temos mesmo para onde correr, temos que encarar e decidir o tempo todo, e na maioria das decisões, somos impulsionados pelo momento.

É difícil mesmo nos questionar e reavaliar tudo e, mais difícil ainda é admitir o erro ou os erros contínuos e que, por pura e tola teimosia, insistimos em manter.

Sabe por que? A resposta é bem simples: ZONA DE CONFORTO. Sim! Tudo aquilo que nos conforta, acomoda-nos de uma determinada maneira que nos dá preguiça de mudar, de olhar e cogitar outras direções e meios.

A procrastinação torna-se bem ativa em nossas mentes e espíritos, ultimamente, por conta, talvez, de tantas ofertas de conforto.


Há muitos “conselhos” por aí que dizem que os problemas devem ser esquecidos, que o amanhã deve ser deixado para depois ou deve-se esperar que tudo há de se resolver ou, simplesmente, “deixe a vida me levar…” enfim, tais conselhos podem e devem ser revistos devido a vida não requerer de nenhum de nós, essas desculpas que nos damos.

Se somos capazes, se Deus nos deu dons, por que então fugimos e protelamos tantas coisas?

Por que vivemos nos enganando e deixando uma obra tão medíocre sobre nós mesmos? A resposta é simples novamente: ZONA DE CONFORTO. Enquanto nos sabotarmos, viveremos de falsas alegrias, falsas amizades, falsos amores, falsos prazeres e falsas obras; tudo será comemorado em torno de parcas e artificiais “conquistas”, que insistimos em dizer que são tudo que conseguimos realizar.


E o contentamento vai nos enganando e nos fazendo crer que ir além, superar-se,  é algo impossível.

Bem, creia que isso é uma mentira! O contentamento nos engana e muito; tome cuidado com determinados pensamentos que limitam ou dizem que você não é capaz. Pois creia, mesmo sendo uma frase clichê, de que você é capaz, você é, e pode ter a sua obra bem escrita.

E deixo bem claro que não desprezo a subida dos degrau,s um por vez,  nem tampouco desfaço-me da filosofia da paciência. O que quero dizer é que, ter uma vida, qual o caminho seja  turvo e sem conteúdo, é tudo que nós não devemos fazer. Não recebemos o dom da vida por nada, nós o recebemos para que escrevamos uma bonita e rica história, com um enredo que seja lembrado por aqueles que estiveram conosco, sempre ressaltando uma vida honrosa, de coragem e  caráter.

Portanto, não perca seu tempo precioso com coisas que o desvirtuem ou que em nada irão lhe acrescentar. Seja você uma bonita obra de vida!

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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