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A coragem de mudar o karma…

Quase todos nós já ouvimos falar de Karma, que nada mais é do que recebermos aquilo de acordo com o que damos aos outros e ao Universo. Não são apenas as atitudes que geram Karma. Os pensamentos que temos também o geram, assim como as nossas próprias emoções.



Se vibrarmos em frequências baixas, como a raiva, o ódio, a inveja e a maledicência em relação aos outros, por exemplo, mais cedo ou mais tarde iremos colher o mesmo tipo de energias para nós. O mesmo acontece com o oposto: se somos bondosos e amorosos para com o próximo, mais cedo ou mais tarde iremos receber algo semelhante nas nossas vidas. É uma questão de tempo. Pode é não ser das pessoas a quem ajudamos ou da direção que esperamos. Quando menos esperarmos, no momento certo, o Universo põe tudo no lugar certo.

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Um dos maiores Karmas que temos é a nossa família. Quantas vezes já ouvimos dizer: «escolhemos os amigos mas não a família»? Pois é, não há mentira maior. É no seio da família que vamos aprender as maiores lições de que precisamos para evoluir espiritualmente. Antes de encarnarmos o corpo físico, fazemos acordos com outras almas para aprendermos na vida terrena. Digamos que vimos à terra experienciar lições que nos podem permitir ascender espiritualmente no plano divino.


Como seres humanos que somos, em que o Ego se sobrepõe aos desejos e certezas da alma, muitas vezes recusamos essas aprendizagens. Quando temos famílias difíceis e onde os desafios são maiores, muitas vezes continuamos com padrões antigos de vingança, de ódio, de falta de aceitação, de falta de perdão. Padrões repetitivos que não nos deixam crescer.

Imaginemos um casal que tem de lidar com a homossexualidade do seu filho. Um casal que não aceita a não correspondência à norma do que pede a sociedade e que, consequentemente, gera um sentimento de culpa e de rejeição no filho. Um filho que que quer apenas ser o que é na essência: uma alma livre, ou seja, uma centelha divina de amor. Nesta situação, gera-se um Karma que, mais dia menos dia, terá de ser recuperado e equilibrado através do perdão.

Os enquadramentos mentais que temos nesta vida são também Karmas que carregamos da infância ou de vidas passadas. Uma criança que cresce sem afeto, sem o carinho dos pais (que são o suporte da construção da autoestima de uma pessoa), sem elogios e está constantemente a ser criticada e desvalorizada pelos mesmos, acabará por se tornar um adulto que não acredita em si próprio.

Esses padrões mentais são fruto de crenças que nos foram impostas e que nós fomos alimentando com falta de amor-próprio. Nesses casos, a vida vai encarregar-se de enviar vários desafios a essas pessoas para aprenderem a amar-se até conseguirem libertar-se do fardo do Karma. Muitas vezes, pessoas dessas agarram-se a relacionamentos destrutivos para elas e só batendo com a cabeça na parede conseguem aprender a amar-se. Tudo vai da mudança de padrões de pensamentos negativos para positivos e isto está, indubitavelmente, ligado às leis da atração.


O que não conseguimos resolver nesta vida, viremos cá na próxima para acertarmos contas e aprendermos as nossas lições. Tudo depende de nós para mudarmos o nosso Karma, basta aprendermos a escutar a nossa intuição. É através dela que Deus e o nosso anjo da guarda se manifestam. Quer seja através da meditação, quer da consciência dos sinais sutis que vamos tendo ao longo da vida, podemos saber qual o caminho certo a seguir e o que temos de fazer para com o próximo para evoluirmos e sermos felizes cá na terra. Na maioria das vezes, isso implica um grande desapego a pessoas e situações, pois infelizmente temos o dom de nos acomodarmos ao que parece nos dar o conforto e felicidade instantâneos.

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Libertar-se de grandes Karmas é sempre um caminho difícil, mas de grande crescimento. Para conseguir libertar-se, reze e medite. Peça aos anjos e ao Universo que o libertem de relações ou situações que sabe já não lhe servirem mais o seu propósito de vida. Quando tomamos essa consciência, só nos falta um grande passo para nos livrarmos desse fardo: a coragem!


Eu acho que há uma parte de mim que sempre será um pouco apaixonada por você…

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