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A culinária como forma de terapia… – a minha cozinha é um local sagrado!

Cozinhar como Forma de Terapia…



Não sei bem se uma coisa tem a ver com a outra, mas ao tornar-me vegana a minha maneira de cozinhar e ver os alimentos mudou completamente. Aliás, eu passei a saber cozinhar, porque eu não fazia absolutamente nada antes de decidir aprender.

Nunca tive grande interesse em ver a minha mãe preparar a comida todo o santo dia, nem imaginava como é que ela tinha tanta criatividade para fazer coisas novas todas as vezes.

Ao sair de casa dos meus pais, cedi ao impulso a que os supermercados nos levam, o de aquecer refeições prontas. Fui viver para casa do meu namorado e até ele já fazia sempre assim, por isso pensei: porque não? Não sei fazer nada, por isso mais vale comer algo que gosto e já está feito do que falhar todas as tentativas e passar fome.


Costumo ler sobre vários assuntos e comecei a ler também sobre nutrição. Ao longo do tempo, fui vendo vários documentários e lendo vários estudos sobre alimentação, e cheguei à conclusão que o que estava a fazer a mim mesma era prejudicial para o meu corpo e até para o meu humor.

O que está à venda nas grandes superfícies é estrategicamente colocado e embalado para apelar aos nossos maiores vícios e dar-nos a ilusão de que não temos tempo para cozinhar e que as marcas conceberam a solução mágica numa caixinha.

Mas eu já estava acordada, e não ia cair mais na armadilha. Fui mudando, aos poucos claro. Ia experimentando receitas diferentes, e admito que falhei redondamente em 90% do que tentei. Não sabia nem cozer direito o arroz – achava que era um caso perdido.


Mas de tanto tentar, nem notei que já tinha conseguido aprender o básico. Entretanto decidi “converter-me” ao veganismo.

No início parecia um desafio cozinhar sozinha, mas fui ganhando mais amor por cuidar de mim e melhorar um passo de cada vez. Ganhei uma paixão pela comida, pela nutrição que nunca tinha tido antes.

A minha cozinha é um local quase sagrado. Tenho sempre frutas e legumes frescos comprados nos mercados locais ou trazidos pela vizinha que tem a mais no quintal, e as especiarias nos vidrinhos são como pós mágicos que transformam qualquer prato.


Logo que acordo, dou importância àquilo que consumo, e que seja saboroso e ao mesmo tempo saudável. Sinto muito mais energia e um humor muito melhor, mas tenho a certeza que não se deve só à minha alimentação.

Eu decidi, há muito tempo atrás, que ia só escolher e fazer aquilo que me faz mais feliz. E começou por dentro, pela minha maneira de pensar e sentir. Mudei a maneira como via a vida e a mim mesma, e isso deu-me vontade de ter amor por cada atividade que faço.

Quando cozinho, é uma forma de terapia, porque me relembro do quanto me amo e ao meu corpo, e o quão extraordinário é que a Terra nos proporciona com toda a medicina que precisamos, não só para sobreviver, mas para viver com qualidade.


Estou em silêncio e a sós, e naquele momento fico imersa nas cores, cheiros, texturas e sabores que me rodeiam e isso é o melhor ritual de autocuidado que podemos ter.

Tentando definir a fé e o divino – uma busca interminável…

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